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Brasil já é o segundo país em acessos às redes sociais

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No século passado, alguns escritores se tornaram célebres com livros que tentavam adivinhar como seria, no futuro, o admirável mundo novo.

Pois o futuro chegou e se chama internet. As novas ferramentas virtuais – blogs, comunidades, sites de relacionamento – se multiplicam e ganham, no Brasil, a adesão dos jovens. E jovem se apaixona.

É virtual, mas tem o mesmo efeito do tradicional boca a boca. Alguém escreve uma frase que vai sendo repassada de computador em computador e, não demora, está formada uma rede social. Basta uma conexão com a internet e você fala com centenas, milhares de pessoas. Nem precisa de computador em casa. Nas lan houses, jovens e adolescentes de todo o Brasil, de todas as classes sociais, estão ligados em sites de relacionamentos, blogs e comunidades.

“Primeiro porque tem a ver com a nossa natureza. O brasileiro anda em grupo e está ligado ao cesso às ferramentas. O computador é acessível, seja na lan house, seja no financiamento de 24 a 46 vezes. Os celulares, cada vez mais conectados, contribuíram para essa paixão por redes como o orkut, facebook, o twiter, os blogs”, diz o diretor de mídias sociais Roberto Cassano.

O interesse é comprovado pelos números. Hoje, 50 milhões de brasileiros estão on-line, segundo o IBGE. Quando se trata de acessos a redes sociais, só perdemos para o Canadá no mundo. Em abril, segundo o Ibope, quem entrou na internet de casa ficou em média cinco horas nesses sites. O dobro do tempo de países como Inglaterra e Escócia.

Foi a experiência de horas nessas redes sociais que rendeu um emprego à Renata Lino. Na hora de disputar uma vaga de analista em uma empresa, em vez de currículo, apresentou um blog – uma página pessoal na internet. A ideia agradou o patrão, que a contratou para cuidar de blogs de outros clientes.

“Eu queria surpreender, chamar a atenção. No jornal estava escrito que ele queria alguém que surpreendesse. E ele achou diferente a forma de linguagem, a abordagem”, explica a analista de mídias sociais Renata Lino

Para o cantor e compositor Tico Santa Cruz, a internet é passado e futuro. Foi em salas de bate-papo que ele encontrou os parceiros para formar o Detonautas, há 12 anos. Hoje, não imagina o trabalho sem os recursos: “As redes sociais facilitam muito para quem trabalha com arte, com música, a disseminação do seu conteúdo. Eu gosto muito de escrever, também, então tenho o meu blog, e eu vou usando todas as ferramentas que eu tenho para poder trocar informações e conhecimentos com esses outros internautas que estão espalhados pelo mundo inteiro. Não tem fronteira”.

As redes sociais abrem caminhos para infinitas possibilidades. Victor é mais uma prova. Usou a rede para amolecer o coração da namorada, que tinha terminado tudo com ele. Em poucas horas, 100 pessoas começaram a campanha “Volta, Cher”.

“Não esperava mesmo. Em duas horas, pessoas que eu nunca vi na vida aderiram à campanha e o pessoal ficou brincando, falando que era a primeira novela digital”, conta o rapaz.

E não é que a Cher voltou.

“Foi ele ter se exposto tanto. Uma pessoa que não quer nada com nada, não teria se exposto dessa forma. Outras pessoas também viram, aderiram à campanha”, diz a namorada do rapaz, Cher.

O pessoal da rede social se animou e partiu para a segunda campanha: “Casa, Cher”.

“Fica para mais tarde, não agora”, responde a jovem.

 

(Fonte: Bom Dia Brasil)

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