
A distribuição de antenas de proteção contra linhas com cerol continua em Rio Claro nesta quarta-feira (15). A Guarda Civil volta a fazer a entrega e instalação do equipamento nas motos, em troca de um quilo de alimento, na esquina da rua três com a avenida três, Centro, das 8 às 13 horas.
A campanha começou no sábado (11). “Em cerca de uma hora, entregamos cem antenas”, informa o Guarda Civil Santos. “As pessoas colaboraram e a arrecadação de alimentos chegou a 120 quilos”, completa, acrescentando que nesta quarta-feira 200 antenas foram separadas para a entrega e instalação.
A arrecadação dos alimentos não-perecíveis será repassada ao Fundo Social de Solidariedade, que destinará as doações a entidades do município. O objetivo da prefeitura é distribuir, inicialmente, 1.300 antenas até o próximo dia 25. Mil foram providenciadas pela prefeitura e 300 foram fornecidas pela loja Terremoto.
No próximo sábado (18) e no dia 22 a entrega e instalação do equipamento voltam a acontecer na esquina da rua três com avenida três das 8 às 13 horas. Também nesse sábado (18) e no próximo (25), a atividade vai acontecer na Avenida Brasil, na altura da escola Batista Leme, em frente à loja Terremoto, das 10 às 14 horas.
“Essa distribuição de antenas também acontece como um alerta não apenas aos motociclistas, mas também às pessoas que empinam papagaios e pipas para que atentem ao perigo representado pelo cerol”, comenta o comandante da Guarda Civil, José Sepúlveda.
Segundo a Guarda Civil, o número de chamadas feitas à corporação com denúncias de utilização de cerol cresce no período das férias escolares. Para acionar a Guarda Civil basta ligar para 0800 771-1532 ou 153.
Proibições
A utilização de cerol e produtos semelhantes em papagaios e pipas é proibida por pela lei estadual 12192, que estabelece multa de cinco UFESPs aos infratores. Cada UFESP (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) vale neste ano R$ 15,85. Além da aplicação da multa ainda são imputadas as sanções penais e, no caso dos infratores serem menores de idade, a responsabilidade é transferida automaticamente aos pais.
Já a fabricação e venda do produto conhecido popularmente como cerol – mistura de vidro moído e cola usada nas linhas das pipas – estão proibidas em todo o Estado de São Paulo desde julho de 1998, quando entrou em vigor a Lei 10.017/98. “Resolvi apresentar esse projeto a partir da constatação de que diversos estabelecimentos comerciais da Capital e Interior vendem impunemente o cerol, transformando a inocente brincadeira de empinar pipas em uma arma violenta e muitas vezes fatal”, destaca o responsável pela criação da lei, deputado estadual Aldo Demarchi.
A lei determina que as lojas que venderem cerol receberão, num primeiro momento, uma advertência das autoridades competentes. Em caso de reincidência, o estabelecimento será sumariamente fechado. “Esse produto vem provocando mortes e ferimentos graves em dezenas de pessoas, principalmente ciclistas e motociclistas”, comenta Demarchi.
Ele cita ainda os casos dos policiais militares Magdiel Pedroso de Lima e Domingos Cortez, mortos em junho de 1998 na cidade de Indaiatuba quando a corda que os prendia a um helicópetro foi cortada por uma linha de pipa com cerol. “Por isso, foi necessária a intervenção do Poder Legislativo para que população possa transitar livre de mais esse risco e para que as autoridades tenham como agir contra os infratores”, ressalta o deputado.
Segundo dados levantados pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo, anualmente são registrados mais de 100 acidentes com linhas cortantes.




