Anistia internacional critica repressão venezuelana

Jan 31st, 2010 e arquivadas em Mundo, Notícias. Você pode seguir todas as respostas a esta entrada através da RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou trackback a esta entrada

 

Brasília – A Anistia Internacional publicou nota condenando as ações do governo da Venezuela em reação às manifestações ocorridas no país e apelou por respeito à liberdade de expressão. Em comunicado divulgado no seu site em espanhol, a organização não governamental pediu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez (na foto com o presidente Lula), que tome providências contra supostos abusos atribuídos às autoridades policiais. Desde o fim de semana passado, várias manifestações são realizadas nas principais cidades do país.

Para a Anistia Internacional, o momento político na Venezuela é preocupante e indica a “deterioração da liberdade de expressão”. Para a organização, é essencial o respeito aos direitos dos cidadãos.

“As autoridades devem condenar inequivocamente esses abusos graves imediatamente e garantir que a polícia só venha a intervir para proteger a integridade da vida de todas as pessoas que pretendem exercer o seu direito legítimo à reunião”, diz a nota.

Dados preliminares indicam que houve pelo menos dois mortos e 11 feridos graves em decorrência das manifestações realizadas na Venezuela. Os manifestantes reagem à decisão do governo de suspender os sinais de transmissão de seis canais de televisão, incluindo a RCTV – uma das mais populares do país.

A onda de protestos ocorre no momento em que o governo Chávez passa por baixas entre seus assessores – o vice-presidente da República, que também era ministro da Defesa, a ministra do Meio Ambiente e o presidente do Banco Central renunciaram aos cargos – e uma crise de falta de energia, de água e de alguns produtos alimentícios.

Mas, de acordo com a Anistia Internacional, os protestos ocorridos ao longo desta semana não são um episódio isolado. De acordo com a organização, nos últimos 13 meses aumentou o número de manifestações contra o governo Chávez. No total, segundo o órgão, 600 pessoas teriam ficado feridas e nove teriam morrido.

 

(Agência Brasil)

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