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História Ilustrada de Rio Claro:Mulheres Ousadas 3

 

Ivani Bianchini Hofling. Socióloga e rio-clarense

Na Semana da Mulher, um olhar sobre o feminino, na forma de arte, educação, esportes, culinária, ciência e tecnologia. E, em nome das mulheres aqui homenageadas, por falta de espaço te tempo, cumprimento a todas as nossas leitoras.
 

Dalva de Oliveira, rio-clarense, a rainha da voz. Foto dos anos 50. Clipping Mulher, 2007.

“O Brasil é a nação das cantoras. Observe-se a seguinte estatística: em 2006, mais de 100 discos de intérpretes femininas chegaram às lojas. No mesmo período, foram apenas 34 lançamentos de intérpretes homens. O exército das novatas é impressionante.

Mas a força da voz feminina é bem mais que uma questão de número. Há três razões para isso. Primeiro, o apuro técnico das cantoras vem aumentando. Elas querem que sua voz seja um instrumento versátil, e não apenas afinado (…) algumas até mesmo vão buscar apoio no estudo lírico.

Em segundo lugar, as mulheres dedicam-se com maior afinco à tarefa de interpretar. Houve uma era em que cantores importantes faziam apenas isso: dar vida às canções de outros. (…).

A terceira razão da proeminência feminina é o intenso diálogo que, em geral, elas mantêm com suas precursoras.”(Revista Veja, 2008).

Zizinha Bianchini, como Gilda, nos anos 50. Venceu concurso da Melhor Voz do Interior de São Paulo, em 1946, pela antiga Rádio Tupi.

Década de 60. O melhor dos carnavais. À esquerda, Valéria, sambista de primeira, adorada pelo público, nos corsos carnavalescos “da terrinha”.
 

Bateria de Mulheres da Escola de Samba José do Patrocínio
 

1952. Carro da Rainha e princesas, no Corso Carnavalesco

Dra Lícia Mônaco Perin no início da carreira de Cirurgiã Dentista, mulher de destaque em vários setores da sociedade rio-clarense. Foi Primeira Dama, Membro ativo da Irmandade da Santa Casa, Coordenadora da Universidade da Terceira Idade, nas Faculdades Claretianas. Colaborou decisivamente em nossa passagem pelo Arquivo Público (2005/2008), na doação de fotos, na consultoria solidária, prestigiando e avaliando temáticas e eventos.

Moda Feminina

Moda feminina rio-clarense. Em 1919, a indústria têxtil contava com 105.116 trabalhadores, o que representava 38,1% do contingente empregado no ramo (IBGE). Lembre-se que no período, foi criada em Rio Claro, a “’fábrica” Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Em 1929, a grande crise que se abateu sobre a economia mundial foi um reinício de nova oportunidade de crescimento da indústria brasileira, a exemplo do que havia ocorrido durante a I Guerra. A capacidade de importação foi drasticamente reduzida, levando praticamente todos os países a adotarem políticas de substituição dos importados pela produção interna das mercadorias necessárias ao seu abastecimento.

Década de 20. Escola de Modistas de Rio Claro.

No início da I Guerra, o Brasil já dispunha de importante parque têxtil, mas foi o conflito mundial que propiciou a oportunidade do crescimento da produção interna, no vácuo deixado pelo não- suprimento externo de tecidos, com a interrupção do fluxo de entrada de artigos oriundos do exterior.

Segundo dados do IBGE, em 1919, a indústria têxtil contava com 105.116 trabalhadores, o que representava 38,1% do contingente empregado nas indústrias de transformação.

Com o fim do I Guerra, na década de 20, novamente diminuiu a atividade têxtil, pela retomada das importações de tecidos, diante da dificuldade de competição com os similares estrangeiros, que eram vendidos no Brasil a preços inferiores aos que eram cobrados em seus países de origem.

Antiga Fábrica Matarazzo, hoje Shopping Center
 

Cida Bilac, expoente no campo da educação, diretora/proprietária do Colégio Bilac.
 

Brasão do Gabinete de Leitura, local da paixão da competente lingüista Rosalina Lemos Fernandes, mestra de incontáveis rio-clarenses.

Década de 50. Escola Industrial, formação profissional e ginástica rítmica.

1904. À frente de classes masculinas, a primeira à direita, a jovem professora Elvira David Teixeira. Nossas homenagens póstumas.

Educação, Gênero e Etnia

Estudo divulgado em novembro de 2008, pelo IBGE, revela que mesmo após a adoção de sistema de cotas para a população negra por algumas universidades públicas, as pessoas brancas são maioria em todos os cursos, exceto nas licenciaturas – cursos destinados à formação docente -, onde as pessoas negras representam 51% dos alunos. O Censo Educacional de 2007 revela que em um total de 1.288.688 docentes com nível superior completo, que correspondem a 68,4% do conjunto de docentes atuando na educação básica, 1.160.811 (90%) possuem licenciatura, onde a maioria são professoras pardas ou pretas.

Esportes
 

Sonia Escher foi destaque na natação rio-clarense e pertence geração de campeões de natação que se formou na cidade.
Mulheres aviadoras

Os primeiros voos sobre a cidade eram gratuitos; quase ninguém se aventurava em aceitá-los. O medo era contagiante, diziam: “não estamos seguros aqui em baixo; imaginem o que fará lá em cima, essa geringonça”!

A primeira mulher rio-clarense, a pioneira a realizar um voo em avião sob os céus de Rio Claro, foi Judith Lemenhe, filha do conceituado cidadão Cândido Lemenhe, velho morador do largo da Boa Morte, de onde, de uma das janelas da casa, sua mãe nervosamente acompanhava as evoluções do avião que conduzia a filha querida. (Histórias Orais).

Fontes

Fotos e textos retirados de projetos de pesquisa em andamento, de nossa autoria sobre: Educação, Culinária, Ciência e Tecnologia, Esportes, Artes e Artistas, entre outros.

Copyright Ivani Bianchini Hofling – História Ilustrada de Rio Claro. Mulheres Ousadas III. Proibida a reprodução.

2 Comentários para História Ilustrada de Rio Claro:Mulheres Ousadas 3

  1. ÁLVARO PERIN

    11/03/2010 em 12:31

    Elogiavel o seu contributo na divulgação histórica de Rio Claro, com ressalte a atuação das mulheres que se destacaram nos diversos seguimentos da sociedade. O passado tem que se fazer presente, sempre, como norte para o futuro. Meus apláusos.

  2. ÁLVARO PERIN

    11/03/2010 em 12:34

    Elogiavel o seu contributo na divulgação histórica de Rio Claro, com ressalte a atuação das mulheres que se destacaram nos diversos seguimentos da sociedade. O passado tem que se fazer presente, sempre, como norte para as futuras gerações. Meus apláusos.

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