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Serra deixa governo paulista e disputa presidência

O novo governador, Alberto Goldman, e Serra na despedida (Milton Michida)

(Daniel Mello, da Agência Brasil)

São Paulo – O governador de São Paulo, José Serra, encerrou, no final da tarde de hoje (31), no Palácio dos Bandeirantes, o discurso em que se despediu dos servidores estaduais e do secretariado. Serra vai se desligar do cargo para concorrer à Presidência da República pelo PSDB.

Na cerimônia, da qual participaram prefeitos de vários municípios paulistas e líderes políticos de todos os partidos que apoiam a candidatura de Serra, além de cerca de 4 mil simpatizantes, o governador detalhou as conquistas de sua administração e homenageou seus secretários e assessores.

Serra destacou o caráter técnico de seu governo, lembrando que, nos cargos administrativos do estado, deu prioridade ao conhecimento, e não a indicações políticas. “Sempre tive aversão à tese do ‘dividir para governar’”, afirmou o governador.

“A essência do governo é garantir a vida, os bens e a liberdade do cidadão”, disse ele, ao enumerar os valores que considera fundamentais para o administrador.

Serra ressaltou a importância da integridade na administração pública. “O governo, assim como as pessoas, tem que ter caráter.” Ele acrescentou que sempre buscou resolver seus problemas de maneira eficiente e duradoura. “Não cedo à demagogia das soluções rápidas e fáceis para problemas difíceis”, afirmou.

Sem especificar a quem era dirigido o recado, o ex-governador de São Paulo disse que nunca tentou exagerar nos feitos do governo para conseguir uma cobertura favorável da mídia. “Nós repudiamos sempre a espetacularização e a busca da notícia fácil”.

Dentre as realizações de sua gestão, ele destacou a rápida reação aos efeitos da crise financeira internacional – o que fez São Paulo gerar 1 milhão de empregos diretos e indiretos, segundo Serra – e também a inauguração do Rodoanel Mário Covas, anel viário que tem como objetivo desviar o trânsito de caminhões para fora da capital paulista.

Ele elogiou as gestões passadas, também tucanas, de Geraldo Alckmin e Mário Covas e classificou o legado como “herança bendita”. Em relação a interesses partidários, Serra disse que nunca pendeu para um lado especificamente. “No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária, de prefeito ou parlamentar.”

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