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	<title>Lide Brasil &#187; Opinião</title>
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	<description>Informação na medida certa</description>
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		<title>Imagem e sedução</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 12:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*Diógenes (Didi) Pasqualini O que é importante para se construir uma imagem política? Empatia, carisma, discurso, padrões de beleza? Dominar as ferramentas de comunicação? Escolher a melhor assessoria de comunicação e marketing? Ser rotulado pela “inteligência”, “bom gosto”, “sensibilidade”, &#8220;elegância”? Pelos projetos sociais, lutas em favor dos mais necessitados? Como o eleitor escolhe seu candidato? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-51493" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>O que é importante para se construir uma imagem política? Empatia, carisma, discurso, padrões de beleza? Dominar as ferramentas de comunicação? Escolher a melhor assessoria de comunicação e marketing? Ser rotulado pela “inteligência”, “bom gosto”, “sensibilidade”, &#8220;elegância”? Pelos projetos sociais, lutas em favor dos mais necessitados? Como o eleitor escolhe seu candidato? Existem pesquisadores, professores, autores e “marqueteiros” que defendem esses e outros pontos de vista, desde as teorias mais difíceis de debater e sustentar até as mais lógicas, estáveis e discutidas no meio ambiente. Muitos especialistas ancoram o voto ao relacioná-lo a números, pesquisas, estratégias de guerra, aceitação, rejeição, exclusão e tantas outras, de forma que acabam colocando o marketing político muitas vezes próximo ao céu e, em outras, ao inferno, levando à crença e descrença. É como se a vitória ou derrota estivesse relacionada apenas a um pequeno aspecto que sempre aparece como mais visível. Elegem-se o culpado ou o gênio de marketing.</p>
<p>Já não é de hoje, e esta frase é mais do que clichê, que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Acrescento que se esta imagem estiver na primeira página de um grande jornal, no alto e do lado esquerdo, melhor ainda. É sabido que uma imagem diz muito mais que o verbal pelo seu alto poder de absorção do simbólico. Mas a imagem é composta por uma gama de outras que se fundem e formam aquele instantâneo com o poder de provocar como primeiro efeito a empatia e assim abrir portas para a aceitação de alguém em um grau maior.</p>
<p>É por este motivo que temos, na maioria das vezes, dificuldade em “traduzir” a imagem que nos chega à mente. Precisamos de algumas &#8220;bibliografias” para separar as camadas que vão sendo sobrepostas àquela imagem que se apresenta em “estado bruto”. É como olhar para uma foto panorâmica em uma rua movimentada e começar a observar cada detalhe e pacientemente perceber sua composição, cenário, iluminação, personagens, arquitetura, tempo etc. Por esta característica podemos dizer que a imagem “recorta” o objeto e coloca-o em destaque, “forçando”assim a “escolha” perceptiva mais privilegiada. A sua força tem o poder de roubar-nos as palavras, emocionar, contaminar.</p>
<p>Não podemos ignorar que, cada vez mais, as tecnologias digitais amparam a nossa sociedade da imagem. A chamada “revolução digital” vem imprimindo novos hábitos de consumo da informação e a imagem ocupa espaço privilegiado. Antes, no país, um filme demorava meses para ser assistido; com a tecnologia da imagem digital e a facilidade de distribuição pode ser visto no mundo todo simultaneamente. É a ubiquidade deixando de ser ficção.</p>
<p>O poder político da imagem vem nesta onda e burla “velhas estratégias” que muitos especialistas ainda insistem em manter como padrão. Mesmo porque a linguagem da imagem posta em um habitat é aquilo que o outro pensa, já que ela, em contato com o meio, encontra outros significados e, assim, perdemos muito do que gostaríamos de dar a ela. Ou seja, imagem tem voz própria e, por mais que se tente explicar, a imagem sempre insiste em nos contradizer.</p>
<p>É sempre bom lembrar Jean-Marie Domenach (1955), que nos ajuda a reforçar toda a argumentação aqui exposta. A massificação da imagem ajudou a coroar grandes líderes políticos na história, sejam fascistas, nazistas, ditadores. Foi pela simplificação de seu entendimento em forma de propaganda política que símbolos, marcas, bandeiras, música, uniformes, desfiles constituíram e demonstraram o clima de força valoroso, propício à dominação.</p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.</p>
<p>Referências:<br />
DOMENACH, Jean-Marie. A propaganda política. Tradução: Ciro T. de Pádua. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1955.<br />
HOW TO CREATE A POLITICAL IMAGE. Disponível em: http://www.ehow.com/how_2276399_create-political-image.html#ixzz1fBw0r5FB. Acesso em:<br />
DELUCA, Kevin Michael. Image Politics: The New Rhetoric of Environmental Activism. New York: The Guilfor Press, 1999.</p>
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		<title>Nascimento não foi ao Canadá</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 18:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[*RITA GARCIA As redes sociais me assustam. É um fenômeno ou contemporaneidade? A Luiza foi só mais um dos fenômenos da era em que vivemos. Expor a vida particular na web já não é mais tendência, faz parte da cultura popular, por isso qual o problema da Luiza, que estava no Canadá, ter virado celebridade? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/ritalide.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-51259" title="ritalide" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/ritalide.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>*RITA GARCIA</p>
<p>As redes sociais me assustam. É um fenômeno ou contemporaneidade? A Luiza foi só mais um dos fenômenos da era em que vivemos. Expor a vida particular na web já não é mais tendência, faz parte da cultura popular, por isso qual o problema da Luiza, que estava no Canadá, ter virado celebridade?</p>
<p>Em minha opinião, o Carlos Nascimento perdeu a oportunidade de ficar quieto. Se para ele há exagero ao se comentar sobre a Luiza, que já virou bordão, por que mencionar o assunto? O mesmo acontece com o reality de três consoantes, ora gente, bem diz o velho clichê: fale bem, fale mal, mas fale de mim.</p>
<p>O Nascimento disse que todos os nossos problemas estão resolvidos ou então nos tornamos estúpidos. Caro colega de profissão, somos o país do carnaval. Somos um país que gosta de escutar músicas do tipo “ai se eu te pego, ai, ai”. Somos um país de políticos corruptos que nos compram com qualquer pão e circo. Um comentário desses à frente de um telejornal é pedir para escutar na rua “ai se eu te pego” com um sentido totalmente diferente do cantado por Michel Teló.</p>
<p>A crítica de Nascimento tem sentido e fundamento, mas não da forma como foi colocada. O povo carece de educação e informação para poder cobrar soluções para os problemas que assolam o país. Sabemos que dos políticos não podemos esperar mais do que promessas falsas, que se renovam a cada ano eleitoral e morrem logo após a cerimônia de posse.</p>
<p>Não podemos culpar a Luiza por tamanha falta de senso crítico. O que nós precisamos, como comunicadores, é mudar a forma com a qual levamos conhecimento ao povo. Talvez elaborar matérias sobre cultura, esporte, educação etc. que não dêem apenas o arroz com feijão. A crítica do Nascimento foi feita na bancada de um telejornal que destaca notícias de morte, acidentes e roubos e apenas relata atos oficiais, nada além disso.</p>
<p>Depois do telejornal, Nascimento chama o Programa do Ratinho, que ficou famoso no final da década de 90 por levar ao ar brigas por relações extraconjugais e pessoas com deficiências físicas. Desconheço o conteúdo atual, mas duvido que tenha mudado alguma coisa, pois me lembro de um dia ter visto a argentina que ficou famosa na Copa do Mundo por guardar o celular nos seios.</p>
<p>A verdade é que criticar é muito melhor que tentar realmente fazer a diferença. Feliz está a Luiza, que agarrou a fama instantânea e que com certeza nos próximos meses vai estar com todos os seus problemas resolvidos, provavelmente de “apê” novo e grana suficiente para visitar o Canadá e diversos países.</p>
<p>(*Rita Garcia é jornalista)</p>
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		<title>A odisseia para o além do humano</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[J.R. Sant´Ana Como epílogo das vertigens da década de 1960, 2001 – Uma odisseia no espaço preconizou o novo nascimento do humano. Não foi um simples filme, mas oráculo da alucinação digital que abduziria a civilização dali pra frente. Com um leve riso de alheamento nos olhos, as pessoas deixaram as salas de exibição sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/odisseia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50846" title="odisseia" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/odisseia-e1325082928351.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>J.R. Sant´Ana</p>
<p>Como epílogo das vertigens da década de 1960, <strong>2001 – Uma odisseia no espaço </strong>preconizou o novo nascimento do humano. Não foi um simples filme, mas oráculo da alucinação digital que abduziria a civilização dali pra frente.</p>
<p>Com um leve riso de alheamento nos olhos, as pessoas deixaram as salas de exibição sob os acordes monumentais de <strong>Assim falou Zaratustra</strong> e com as retinas ofuscadas pela imagem de um gigantesco embrião humano que na tela mantinha os olhos abertos.  Ao fundo, o cosmos, solene, impositivo, desafiador, imensurável. Qual seria o significado daquilo?</p>
<p>Para uma civilização que transformou seus filósofos em servidores do CNPJ, a perplexidade do público ainda se justifica. Faltou Stanley Kubrick escrever pedagogicamente na tela “Quando o ser humano vencer a tecnologia que ele criou e o faz prisioneiro, nascerá então o além do humano”.</p>
<p>Com o corte mais famoso da história do cinema, em que um osso feito arma e manuseado por um macaco eleva-se à condição de nave espacial, num resumo histórico de milhões de anos, <strong>2001</strong> narra a odisséia da criação humana. Feito à imagem do homem, o computador domina a cultura  durante todo o filme. No final, o humano vence a arma que criou. É a redenção, movida pela vontade de viver.</p>
<p> Vencida a máquina, no filme, tudo o que sugere a antiga realidade transmuta-se para o incompreensível. Tem-se a travessia. A superação do si mesmo remete ao inimaginável. É o além do homem imerso em plenitude. O espírito de rebanho sintetizado pelo computador acaba pulverizado em galáxias. Todos os limites esgotam-se no fim.  Resta o aqui e agora.</p>
<p><strong>2001</strong> é uma obra de Arthur Clarke adaptada ao cinema por Stanley Kubrick. Na tela, o diretor sugere referências a Nietzsche. É o que se pode deduzir por haver composto a música tema do filme, <strong>Assim Falou Zaratustra</strong>, título da intransponível e tão famosa obra prima em livro do filósofo alemão.</p>
<p>A associação entre as criações do escritor, do cineasta e do filósofo pode ser interpretada em pontos básicos. Nietzsche usou do martelo filosófico para desconstruir valores culturais que o ser humano criou e deles se viu prisioneiro. Sua proposta, sem detalhes, é a conquista da condição do além do humano. Fato a se verificar tão somente quando o criador superar a criatura, esta que, por amortecer a vontade de viver, transforma a humanidade em rebanho submisso a um poder caduco e externo.</p>
<p>Muito disso está no filme de Kubrick. A referência ao além do homem ali estaria lembrada principalmente pela música, uma remissão à figura do eremita Zaratustra, tão solitário e distante do mundo vulgar quanto o astronauta do filme.</p>
<p>O que muito impressiona na obra de Kubrick é que à época não havia computadores à disposição do mercado nem recursos de efeitos especiais para o cinema. Não obstante, a ficção apresentada traduz o que hoje é tão comum. No eixo da trama está Hall, o computador que enlouquece e domina o astronauta até ser vencido por ele. Logo após a vitória humana, perde-se o sentido linear da história. É o clímax.</p>
<p>O oráculo de <strong>2001</strong> está em vigor. Impensável é o mundo atual sem o computador. Sua desativação implicaria na completa inviabilização da vida no planeta. Basta lembrar-se do sistema financeiro. A cada minuto a situação de dependência aumenta. Até onde isso chegará? Eis a questão. A mídia digital, a título de dispositivo a favor da civilização, faz da humanidade um rebanho global. Urge um martelo?</p>
<p>Para o embate final prenunciado cabe exercitar-se e preparar-se para o desconhecido. Cabe fortalecer a musculatura da vontade de existência dispensando amortecedores para o medo da vida e da morte; cabe respirar o ar rarefeito das montanhas sem balão de oxigênio; responder com disposição à vertigem de quem caminha diante do abismo.</p>
<p>Até se ver, talvez, que o computador não seja propriamente o problema, mas apenas uma projeção de seu indecifrável criador. Que o humano é, de fato, o enigma a ser superado por si mesmo, luta na qual nenhuma ferramenta poderá ser útil, nem um computador.</p>
<p>Feliz ano novo, não há como ser diferente. Navegar é preciso. Viver também é preciso.</p>
<p><strong>PS </strong>- Clássica por Homero, <strong>odisseia</strong> refere-se à lendária viagem que Odisseu, ou Ulysses, empreendeu por quase vinte anos até conseguir voltar para o lugar de onde partiu. É o retorno à origem.</p>
<p><strong>Dezembro, 2011</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>(</strong>J.R. Sant´Ana é jornalista)</p>
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		<title>A espera por um nome</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 13:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[*Diógenes (Didi) Pasqualini O partido que tiver em seu quadro um nome de consenso para concorrer à eleição no próximo ano pode ser comparado a um grupo empresarial herdeiro de uma marca conhecida e com poder de venda no mercado, pela fama adquirida e a imagem positiva que o consumidor tem do produto. Os partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50791" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>O partido que tiver em seu quadro um nome de consenso para concorrer à eleição no próximo ano pode ser comparado a um grupo empresarial herdeiro de uma marca conhecida e com poder de venda no mercado, pela fama adquirida e a imagem positiva que o consumidor tem do produto. Os partidos políticos, de maneira geral, vivem uma crise de propostas, e isso se reflete na formação de novas lideranças. Em parte, podemos observar que esse fenômeno ocorre pelo esgotamento de temas como saúde, educação, habitação, entre outros. O que era bandeira dos chamados partidos de esquerda – priorizar as políticas sociais – passou a ser também dos de centro e direita e mote de boa parte dos candidatos que tentam viabilizar seus nomes na eleição. Os temas sociais citados acima eram patrimônio, como bem notou Gutiérrez (2010), da esquerda e passaram a ser partilhados com todos.</p>
<p>Depois de décadas de discussão, o que era considerado utopia, ilusão, fantasia etc. passou a ter contornos mais reais. É inegável que as lutas empunhadas pela “esquerda” no passado estão sendo “capitalizadas” hoje. Afinal, há 30 anos, falar de reforma agrária, por exemplo, era tão utópico como a proposta de libertar os escravos no século XV. A transformação dessas utopias não deixa de ser uma “valentia política” observada por Gutiérrez, quando afirma que o não atendimento ao rico em função do pobre, em um primeiro momento, implica ser “impopular”, principalmente quando se apresentam novos projetos. Antes, distribuir terra era um ato condenado pelas “elites”; hoje, nem tanto. Talvez o exemplo mais recente seja a distribuição de recursos aos mais pobres, que recebe crítica por produzir “desocupados”. Essa “valentia”, apesar dos riscos, agrega ao proponente um “capital” de marketing muito positivo. Mas isso não acontece do dia para a noite, precisa de tempo para se estabilizar no ambiente.</p>
<p>A padronização dos discursos força o investimento cada vez maior nas estratégias de comunicação e marketing. Afinal, a maioria dos eleitores enxerga que todos falam praticamente a mesma “coisa”, e um dos motivos para isso é que a propaganda ajuda a produzir a artificialidade do novo. Talvez seja em função disso que o eleitor comum não consiga ver a diferença entre partidos, bandeiras, ideologias, crenças etc. “Tudo é marketing, tudo são estratégias”, seja quando Lula aparece sem cabelo no jornal ou quando uma bolinha de papel cai na cabeça de Serra.</p>
<p>São em formatos, apresentação, propostas etc. da maioria dos partidos que podemos perceber a personificação da homogeneização dos discursos. Se antes tínhamos diferentes correntes ideológicas, hoje o eleitor não consegue vislumbrar diferenças de postura. E isso não é positivo, pois todos os partidos são rotulados como se tivessem o mesmo conteúdo programático. Assim, percebe-se que fica na sociedade a sensação de ultrapassado, pesado, ineficiente, sem função de existir. Na realidade as utopias agregam as pessoas e ideais e não devem ficar esquecidas. Creio que o eleitor espera pelos corajosos que possam dizer mais daquilo que pensam, que possam falar daquilo que poucos ainda imaginaram. É desta forma que os líderes são forjados, os demais só “vão na onda”.</p>
<p>Referências:</p>
<p>Gutiérrez-R. A. Filopolítica: filosofía para la política. Publicado en la Revista de la Fundación Rafael Campalans, 2010.</p>
<p>(*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. <a href="mailto:didibr@estadao.com.br">didibr@estadao.com.br</a>. Twitter: <a href="http://twitter.com/didibr">http://twitter.com/didibr</a>. Lattes, acesse: <a href="http://lattes.cnpq.br/6979019004115699">http://lattes.cnpq.br/6979019004115699</a>.)</p>
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		<title>Dessemelhanças entre homens e mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 13:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[(*Rita Garcia) Homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Este é o título de um best seller que, confesso, nunca li e nunca quis ler. Na verdade, não sou muito fã deste tipo de livro, mas recentemente comprei um escrito pelo australiano Steve Biddulph &#8211; Criando Meninos &#8211; com o objetivo de compreender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/rita.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50581" title="rita" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/rita-e1324214758706.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>(*Rita Garcia)</p>
<p>Homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Este é o título de um best seller que, confesso, nunca li e nunca quis ler. Na verdade, não sou muito fã deste tipo de livro, mas recentemente comprei um escrito pelo australiano Steve Biddulph &#8211; Criando Meninos &#8211; com o objetivo de compreender melhor meu filho, que está crescendo e deixando definitivamente de ser o meu bebê.<br />
O livro é uma delícia. Mais do que entender meu filho pude entender melhor as diferenças entre homens e mulheres e levar isso para minhas relações em geral. O grande responsável pelas diferenças existentes entre homens e mulheres é o hormônio testosterona.<br />
Também produzida no organismo feminino, porém em quantidade muito menor, a testosterona é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas. No livro, Biddulph explica que a testosterona é que provoca estirões de crescimento e a competitividade entre os meninos. Isto lhe parece familiar? Meu filho anda competindo até na hora de escovar os dentes. “Eu vou ganhar”, ele diz.<br />
Nesta semana, o suplemento Equilíbrio da Folha de São Paulo, na reportagem “Papo de Casal”, em que destaca as diferenças entre homens e mulheres e os motivos de tanta dor de cabeça devido à falta de entendimento entre ambos. Ora, se somos diferentes, o primeiro passo para uma relação harmoniosa e feliz é saber que não falamos a mesma língua.<br />
“O problema não é homens e mulheres falarem línguas diferentes, e sim acharem que estão falando a mesma língua”. A afirmação foi feita pela terapeuta familiar entrevistada pela Folha. Mulheres, isso não explica muito?<br />
A matéria diz ainda que as mulheres utilizam dois hemisférios do cérebro enquanto eles utilizam apenas um. Biddulph também fala sobre isso em seu livro, daí a diferença na infância em que as meninas se desenvolvem mais cedo. Por outro lado, os meninos desenvolvem melhor atividades no hemisfério direito, o que os torna mais aptos a lidar com matemática, por exemplo.<br />
Tanto a matéria “Papo de Casal” quanto o escritor australiano explica que essa falta de conectividade com o outro hemisfério no cérebro masculino os deixa mais introspectivos. Portanto, discutir o relacionamento é mesmo uma tortura para os homens.<br />
Estas informações me fizeram refletir muito sobre todas as vezes em que entrei numa briga e discuti comigo mesma, pois o sexo masculino era incapaz de falar. O silêncio sempre permanecia. A gente termina a briga achando que o problema está com a gente, mas não meninas, o problema é nos genes mesmo. Nos genes masculinos.<br />
Recomendo a leitura do Livro “Criando Meninos” para quem é mãe. E a leitura da matéria da Folha, para todas as que se identificaram com situações citadas aqui. Clica aqui pra se deliciar: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude</p>
<p>(Rita Garcia é jornalista diplomada e editora do Lide Brasil)</p>
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		<title>Relação e relacionamento</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 10:42:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[*Didi Pasqualini Constituir um grupo de trabalho é o passo mais importante a ser tomado depois da decisão de uma candidatura. Ele deve ser pensado com olhos em uma possível eleição. Portanto, é preciso começar a fazer agora um exercício de um possível mandato em 2013. Também é o momento de se perceber quem pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-49839" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Didi Pasqualini</p>
<p>Constituir um grupo de trabalho é o passo mais importante a ser tomado depois da decisão de uma candidatura. Ele deve ser pensado com olhos em uma possível eleição. Portanto, é preciso começar a fazer agora um exercício de um possível mandato em 2013. Também é o momento de se perceber quem pode ser colaborador e quem tem potencial para compor a equipe de governo. Deixar para pensar nesta estrutura perto da eleição pode ser ação muito desgastante. Quando um grupo é constituído para campanha, é quase natural que a maioria imagine sua integração à estrutura de governo. Sabemos que, ao escolher um, deixamos dezenas de fora, e aqueles que eram “amigos”, geralmente, se tornam inimigos e passam a torcer pelo insucesso administrativo. Este é o primeiro desafio que todo candidato deve enfrentar ao dizer “sim” ao partido.</p>
<p>Outro aspecto importante diz respeito ao próprio partido. A estrutura partidária, às vezes, também impõe uma série de nomes que estará indiretamente agregada ao futuro candidato. Cada partido aliado vai naturalmente lutar para ocupar estrategicamente as secretarias e assim indicar as pessoas que as comandarão. Nem sempre este pacote se adequa às necessidades, projetos e propostas de quem vai disputar a eleição. Grupos ligados a sindicatos, igrejas, entidades de classe etc. também, muitas vezes, esperam por cargos – trata-se de situação ainda mais delicada, visto que agem como partidos e acabam por oferecer nomes à estrutura, aumentando a lista. É um momento para se agir com inteligência e muita cautela, em que o candidato precisa saber dizer “sim” e “não”, sob pena de ter uma administração refém de “amigos”, partidos, entidades, associações etc. Ao fazer acordos, antes é preciso ter em mente que eles serão cobrados depois. Apoio é diferente de &#8220;investimento” futuro na carreira, nos negócios, no emprego etc.</p>
<p>É interessante perceber &#8211; e temos visto isso &#8211; que, caso aconteça a ruptura entre o candidato e seu grupo após a eleição, emerge o efeito &#8220;punitivo” que, geralmente, castiga o eleito, que sente o efeito do abandono do grupo político – o que atrapalha e muitas vezes inviabiliza todo o projeto administrativo. Definitivamente, a escolha do “time” político não deve espelhar sistemas de bondade ou maldade, aquela historia do sacrifício hoje em nome da causa, mas ser pensada com base nas competências e no papel que cada um irá desempenhar ao longo do processo. Cada pessoa deve saber a sua exata função no grupo e até onde vai chegar se o candidato apoiado for eleito. Muitos candidatos, ao perceberem que podem baratear sua campanha e no desejo de agregar maior número de pessoas, prometem cargo e emprego sem depois poder atender tal demanda.</p>
<p>É muito raro um candidato pensar nisso tudo e estas análises podem ser considerada ou não, dependendo de como cada candidato ou partido entende projeto de campanha. Esta honestidade candidatura/equipe vai ligar mais tarde à liberdade de se trabalhar sem culpas ou pressão de grupos ou pessoas, sem a necessidade de acomodar este ou aquele que “ajudou” na campanha porque se estabeleceu uma relação de “troca”. Ao administrador cabe perceber a competência de cada um, agregada às necessidades que cada posto sugere e assim promover a escolha de seu grupo coloborador. Esse tema não deixa de ser uma questão de agregar valor à campanha e uma das mais delicadas estratégias de marketing.</p>
<p>(*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Mestre em Comunicação e Semiótica. didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.)</p>
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		<title>A culpa é de todos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 00:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*RITA GARCIA Índices elevados de morte, acidentes envolvendo carros, motos e ciclistas, falta de respeito à sinalização e impaciência, entre outras coisas, resultam em trânsito caótico. De quem é a culpa? De todo mundo, claro. Sempre que acontece algum acidente de trânsito as vozes se levantam em busca de um culpado, embora todos nós o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/rita.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-49738" title="rita" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/11/rita-e1322095671467.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>*RITA GARCIA</p>
<p>Índices elevados de morte, acidentes envolvendo carros, motos e ciclistas, falta de respeito à sinalização e impaciência, entre outras coisas, resultam em trânsito caótico. De quem é a culpa? De todo mundo, claro.<br />
Sempre que acontece algum acidente de trânsito as vozes se levantam em busca de um culpado, embora todos nós o sejamos. Nesta semana, um jovem ciclista morreu  atropelado por um ônibus próximo à Vila Industrial, em Rio Claro. As vozes já se levantaram contra o motorista do ônibus, a empresa, as autoridades.<br />
A verdade é que tudo é caótico. A frota de veículos que cresce a cada semestre – o que aumenta o tráfego nas ruas e avenidas -, a pressa das pessoas em querer ganhar tempo desrespeitando as leis de trânsito e a sinalização tanto de avenidas e ruas quanto a de motoristas; as auto-escolas que pouco ensinam e mandam para as ruas motoristas teoricamente craques de volante, mas na prática uma negação e o cumprimento das leis por parte das autoridades.<br />
Infelizmente no Brasil as leis existem para não serem cumpridas e a explicação é lógica, não existe fiscalização. Neste ponto é valida a cobrança em cima das autoridades, principalmente por parte da mídia, jornais, revistas, sites de notícias, que tem como dever informar e desenvolver o senso crítico na população, em outras palavras formar opiniões.<br />
Mais uma vez venho escrever sobre meu descontentamento com os colegas de profissão que trabalham no jornalismo diário. Vejo que o jornalismo, salvo exceções, ficou preguiçoso. Uma questão de interesse público como essa não pode meramente narrar os fatos e levantar suspeitas sobre os culpados. É preciso muito mais. Conhecer as leis, conversar com autoridades, levantar soluções para os problemas que vão além de um só culpado.<br />
Antes de resolver todos os problemas do trânsito caótico é preciso um programa de conscientização. CONSCIENTIZAR a população sobre a necessidade de respeitar as leis e cobrar das autoridades a fiscalização.</p>
<p>(*Rita Garcia é jornalista e editora do Lide Brasil)</p>
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		<title>A onda é o discurso novo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 21:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*Didi Pasqualini Ao trazer para o debate a proposta de lançar candidatos, teoricamente desconhecidos, os líderes de partidos reconhecem, pelo menos em parte, que os nomes mais conhecidos que pertencem aos seus quadros sofrem o desgaste natural pelo uso excessivo de suas imagens. Também é o indício de um possível esgotamento do discurso partidário na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-48540" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p><strong>*Didi Pasqualini</strong></p>
<p>Ao trazer para o debate a proposta de lançar candidatos, teoricamente desconhecidos, os líderes de partidos reconhecem, pelo menos em parte, que os nomes mais conhecidos que pertencem aos seus quadros sofrem o desgaste natural pelo uso excessivo de suas imagens. Também é o indício de um possível esgotamento do discurso partidário na eterna luta pela diferenciação dos demais. Em São Paulo, o ex-presidente Lula articula a ideia de lançar alguém que apresente “uma proposta inovadora”. Os nomes mais conhecidos estão sendo preteridos. Talvez Lula, ao acertar em lançar Dilma à Presidência, tenha argumentos suficientes para que o grupo partidário não se oponha. Tenho defendido esta hipótese também em conversas com amigos e políticos e acredito que esta será uma tendência relevante nas eleições municipais no próximo ano. Mas, por quê?</p>
<p>Duas hipóteses me agradam bastante. A primeira é a de que nos últimos anos a corrupção no País tem afastado enormemente o eleitor do processo e seu interesse pela política vem caindo consideravelmente – de 1989 para cá, perto dos 30%, segundo as pesquisas mais otimistas. Apresentar nomes desconhecidos descola um pouco a rejeição ao processo eleitoral e produz a sensação de que há mudanças, não só ideológicas, mas de valores em curso. A segunda hipótese diz respeito à visão estratégica de que o novo sempre “vende” melhor, porque é possível agregar nesse corpo estratégias que no outro, já conhecido, podem ser descoladas com facilidade pelo adversário e até pelo eleitor.</p>
<p>Claro que discurso atrelado à experiência, ao que faz, à especialidade, ao artífice, a mãos limpas etc. tem seu lugar no mundo, mas no momento precisa ser revisto – creio que carece de algo a mais, o oposto do que o marketing político tem ensinado até aqui. Ou seja, que é preciso segmentar para buscar o voto; que o candidato deve ser aquele que domina um tema e tem a potência de arrastar a maioria em torno de uma ideia; que se deve facilitar o reconhecimento do discurso por parte do eleitor: onde o candidato A cuida do social; candidato B, meio ambiente; candidato C, infraestrutura etc.</p>
<p>Neste algo a mais tem lugar a percepção de que o discurso, por mais fabricado que possa ser, precisa ser entendido pela maioria. Que mudança tem de ser aceita e não imposta, por melhor que seja o projeto. Que a noção de fazer política possui contraste diferente entre o eleitor e o candidato. E acima de tudo, para não fazermos aqui uma lista infindável de chatos conselhos, a pesquisa em torno dos problemas e daquilo que se deseja solucionar, pois uma campanha não começa por um desejo isolado e muito menos pela propaganda, ela começa com uma pergunta: por que sou candidato?</p>
<p>Talvez o que Lula esteja vendo é justamente o que o mercado de trabalho valoriza nas grandes empresas hoje em dia; aquele profissional especialista em sua área, mas sensível também aos estudos dos campos de conhecimento que cruzam outras áreas do saber. A ciência política, sociologia, psicologia, antropologia, filosofia, ciência cognitiva, comunicação, entre outras, conversam bem e ajudam a entender esses caminhos. Creio que chegou a hora de pensar melhor na questão da segmentação e refletir sobre a habilidade que o candidato “new wave” tem ao conversar com o “multieleitor” que está aparecendo. Um eleitor que deixa a passividade de lado e começa a buscar por sinais que forneçam pistas de que o candidato tenha um projeto de governo. De qualquer modo, daqui para frente é preciso, pelo menos, considerar que o marketing político precisa achar um lugar dentro dessa tendência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Mestre em Comunicação e Semiótica. didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.)</p>
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		<title>Cotas raciais completam 10 anos e serão analisadas no Supremo</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 13:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[(Por Robson Pereira) ADPF 186 e RE 597.285. Esses dois conjuntos de letras e números ainda não são tão populares, tampouco disputam as manchetes no noticiário diário. Mas isso pode ser uma questão de tempo. É possível que entrem na pauta do Supremo Tribunal Federal ainda este ano. Quando isso ocorrer, uma das questões mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/robson-pereira-coluna-spacca.png"><img class="alignnone size-full wp-image-47920" title="robson-pereira-coluna-spacca" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/robson-pereira-coluna-spacca.png" alt="" width="146" height="236" /></a></p>
<p>(Por Robson Pereira)</p>
<p>ADPF 186 e RE 597.285. Esses dois conjuntos de letras e números ainda não são tão populares, tampouco disputam as manchetes no noticiário diário. Mas isso pode ser uma questão de tempo. É possível que entrem na pauta do Supremo Tribunal Federal ainda este ano. Quando isso ocorrer, uma das questões mais espinhosas para a sociedade brasileira em todos os tempos, finalmente, poderá ter um desfecho. Lançado no final do mês passado, em Brasília, o livro Ações Afirmativas: A questão das Cotas, organizado pelo advogado e pesquisador Renato Ferreira dos Santos, antecipa boa parte das questões que serão submetidas ao crivo final da Justiça.</p>
<p>Tanto a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental quanto o Recurso Especial 597.285, ambos sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, tocam em um ponto nevrálgico: a legalidade ou não da reserva de vagas em universidades públicas, com base em critérios raciais. Na verdade, a discussão vai bem além, mas é um bom começo. As cotas apareceram pela primeira vez, há exatos dez anos, em um vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e aos poucos espalharam-se pelas escolas públicas do país. O livro dá uma boa visão sobre o que está sendo debatido, de verdade, mostra como o tema entrou na ordem jurídica brasileira e como vem sendo abordado pelos mais diversos juristas do Brasil.</p>
<p>“Trouxemos visões de gerações diferentes que sempre trabalharam com esta questão da cidadania, para que eles pudessem nos dar a sua interpretação jurídica sobre esta questão, que já é um fato social no Brasil”, ressalta o advogado e mestre em Políticas Públicas e Formação Humana, Renato Ferreira. Entre os nomes reunidos no livro aparecem Boaventura de Souza Santos, Carlos Roberto Siqueira Castro, Fabio Konder Comparato, Dalmo de Abreu Dallari, Flávia Piovesan e Luís Roberto Barroso.</p>
<p>Boa parte dos argumentos contidos no livro dominou uma audiência pública feita em março do ano passado, em Brasília, reunindo centenas de especialistas (só 38 falaram) das mais diversas áreas, muitos abrigados em  entidades governamentais e não governamentais também integrantes dos dois processos em curso no STF, na condição de amico curiae. Quando chegar ao plenário, a previsão é que seja um dos julgamentos mais longos da história.</p>
<p>A ADPF 186 foi encaminhada ao STF pela advogada Roberta Fragoso Kaufmann, em nome do Partido Democratas, e tenta impugnar o sistema de cotas implantado pela Universidade de Brasília, sob a alegação de afronta a oito artigos da Constituição Federal. Já o Recurso Especial 597.285 tenta derrubar o acórdão que julgou constitucional o sistema estabelecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que reserva parte das vagas em seus cursos para estudantes egressos do ensino público e aos estudantes negros egressos do ensino público.</p>
<p>No edital de convocação para a audiência pública em Brasília, o ministro Ricardo Lewandowski destacou que a questão constitucional apresenta relevância do ponto de vista jurídico, “uma vez que a interpretação a ser firmada pela Corte poderá autorizar, ou não, o uso de critérios raciais nos programas de admissão das universidades brasileiras”. Acredita o relator que “a solução da controvérsia em análise poderá ensejar relevante impacto sobre políticas públicas que objetivam, por meio de ações afirmativas, a redução de desigualdades para o acesso ao ensino superior”.</p>
<p>O livro organizado por Renato Ferreira acena nesse sentido, embora aborde especificamente o caso da população negra, “a ação afirmativa que mais causa dissenso social e polêmica no Brasil”. O pesquisador conta que se passaram dez anos desde a primeira ação judicial movida contra o sistema de cotas e ainda não houve posicionamento definitivo por parte do Supremo.</p>
<p>“Percebemos que, desde o início do debate, o judiciário oscilou bastante. Houve algumas ações que tentaram suspender o sistema de cotas que foi adotado em universidades do sul do Brasil. Nos tribunais, já temos afirmação de que essas políticas são constitucionais. Temos políticas afirmativas em todas as regiões do país e em nenhum dos casos os tribunais disseram que elas são inconstitucionais”, ressalta.</p>
<p>A advogada Roberta Fragoso pensa diferente, embora ressalve que a ADPF 186 não discute a constitucionalidade de ações afirmativas como política necessária para inclusão de minorias e para o aprimoramento do Estado Social-Democrático. “O que se discute é se a implementação de um Estado Racializado, ou, em outras palavras, se o Racismo Institucionalizado, nos moldes em que praticado nos Estados Unidos, em Ruanda e na África do Sul, será a medida mais adequada, conveniente, exigível e ponderada, no Brasil, para a finalidade à que se propõe: a construção de uma sociedade mais justa, igual e solidária”.</p>
<p>O debate é bom e as posições parecem bastante maduras. É uma boa hora para o Supremo Tribunal Federal decidir.</p>
<p>(Revista Consultor Jurídico)</p>
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		<title>Personagens super-heróis</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 15:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[*Rita Garcia Virou notícia na imprensa nacional que a rede social mais popular atualmente foi invadida por personagens de desenho infantil. A campanha, como vem sendo chamada, é devido à proximidade da data do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, e &#8211; mais importante &#8211; o combate à violência infantil. Eu, como ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/super_herois.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-47783" title="super_herois" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/super_herois.jpg" alt="" width="400" height="311" /></a></strong></p>
<p><strong>*Rita Garcia</strong></p>
<p>Virou notícia na imprensa nacional que a rede social mais popular atualmente foi invadida por personagens de desenho infantil. A campanha, como vem sendo chamada, é devido à proximidade da data do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, e &#8211; mais importante &#8211; o combate à violência infantil.</p>
<p>Eu, como ser pensante e adepta da filosofia de que sem discussão não há evolução, questiono de que forma este combate é feito. Usuária sim de redes sociais e crítica de certas atitudes, hoje, essenciais para a vida útil de um perfil popular, pergunto: de que forma é feito este combate?</p>
<p>As pessoas simplesmente deixaram de pensar e passaram a ser “maria vai com as outras”. Acatam o que é disponibilizado em rede e saem por ai comprando ideias. A ideia de sensibilizar, chamar a atenção para o problema ou mesmo homenagear uma criança é bem válida, e até mesmo divertida. O meu questionamento é na ociosidade com que a grande maioria o faz.</p>
<p>Nenhum dos meus amigos que agora são personagens divulgou em seus perfis estatísticas sobre a violência infantil, como ela ocorre e de que forma podemos saber ou perceber que uma criança é vítima de violência. O que vi foi alguns divulgando o número 100 para a denúncia e só.</p>
<p>A violência infantil é uma realidade brasileira, infelizmente. O simples ato de mudar a foto do perfil não muda esta realidade, muito menos os números alarmantes. Os personagens não têm este super poder.</p>
<p>Em 2010 o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, revelou que houve aumento de 36% nos casos de maus tratos infantis no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2009. Em 60% dos casos registrados os pais eram os agressores. E em 75% dos casos as crianças tinham menos de 02 anos.</p>
<p>Portanto, meu questionamento não é com o fato em si, mas sim com a hipocrisia e ociosidade com que nos acostumamos a viver. “Faça um protesto no mundo virtual que seus problemas serão resolvidos”. Peraí, toda ação tem uma reação, e os personagens que tanto alegraram a nossa infância, infelizmente, sozinhos não resolverão este problema.</p>
<p>A atenção está voltada para a moda da rede social, já que a intenção é de uma grande causa. Vamos fazer barulho de verdade e incomodar de fato agressores e autoridades para que a violência infantil seja de fato combatida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*Rita Garcia é jornalista e editora do Lide Brasil)</p>
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