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	<title>Lide Brasil &#187; Opinião</title>
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		<title>A eleição municipal em Araras e os números</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 11:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* Didi Pasqualini Virar o jogo, como se diz no jargão popular, em uma eleição curta e atípica como aconteceu recentemente em Araras não é tarefa das mais fáceis. Muito menos em um processo onde a eleição é por números, como no Brasil. O eleitor fixa um nome e tem de digitar um número, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/dids_nova_bigger1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-27367" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/dids_nova_bigger1.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>* Didi Pasqualini</p>
<p>Virar o jogo, como se diz no jargão popular, em uma eleição curta e atípica como aconteceu recentemente em Araras não é tarefa das mais fáceis. Muito menos em um processo onde a eleição é por números, como no Brasil. O eleitor fixa um nome e tem de digitar um número, ou seja, fazer outra codificação na frente da urna. Brambilla número 13 e Pedro Eliseu 17 são exemplos de como o valor da massificação e conhecimento dos números do partido podem favorecer um candidato. O 13 está muito mais presente na cabeça das pessoas do que o 17. O motivo é simples; o PT entendeu isso há mais de uma década e prioriza o número ao nome. O 13 é de Lula, Dilma, Marta e também de Brambilla. E o 17? Em uma campanha rápida, como em Araras, o número pode ter favorecido Brambilla.</p>
<p>Em pesquisas científicas costuma-se dizer que o “pode” não existe. Assim, apresento para esta conversa uma pesquisa feita pelo Datafolha nas eleições municipais em São Paulo, em 2008, que ajuda a entender muito essa questão. Kassab venceu uma eleição onde passou o tempo todo em terceiro. Não tinha um slogan posicionamento bem definido, muito menos um símbolo mais destacado. Mas era o único, naquela eleição, em que o número 25 estava em evidência e associado ao seu sobrenome. Enquanto Marta Suplicy estava com 39%, Geraldo com 24%, Kassab oscilava entre 11% e 14% nas intenções de voto. Na mesma pesquisa verificou-se que o número 25 de Kassab era lembrado por 81% dos eleitores dispostos a votar nele. Nos adversários, Geraldo era de 40% e Marta 55%. Ou seja, em ambos os casos é possível imaginar que a perda de votos no processo de digitação, reconhecimento, lembrança etc é evidente e deve ser analisada em uma eleição.</p>
<p>Outro aspecto que deixa margem para muitos entendimentos são as pesquisas eleitorais. Muitos institutos não conseguem oferecer uma “leitura” satisfatória ao cliente. Por outro lado é difícil fazer um candidato entender que é necessário investir em boas pesquisas. Resultado: se trabalha pensando que a eleição está quase ganha, faltando pouco, “está pau a pau”, “essa acho que é nossa” e que a margem de erro vai definir o vencedor ou os indecisos serão o “fiel da balança”. Puro vôo cego. Depois, na derrota, a justificativa é que os eleitores indecisos optaram pelo adversário. Há um senso comum em que pesquisa é “retrato de momento”. Em marketing político nós chamamos esse fenômeno de volatilidade, presente em momentos de indefinição, como é o caso onde o eleitor encontra dificuldade em se posicionar ou pensa que é “melhor deixar como está”, impressão muito presente em Araras. Perceber isso pode fazer grande diferença. Não se pode deixar que o indeciso decida por si só.</p>
<p>A campanha eleitoral é o período que o candidato tem para discutir com o eleitorado seu plano de trabalho, fixar a sua imagem e posicionamento sobre diversos temas junto à população. Nela, a propaganda apenas ajuda a construir a figura do político ligando, seu nome às realizações. Não existem fórmulas “milagrosas”, e muito menos estratégias traçadas na base da intuição. O processo eleitoral exige planejamento, conhecimento e entrega. Este plano, no final, tem de estar adequado ao eleitorado, ao candidato, a situação e à cidade. Para cada eleição uma estratégia diferente.</p>
<p><em>*Diógenes (Didi) Pasqualini é jornalista, especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Mestrando em Comunicação e Semiótica. E-mail: didibr@estadao.com.br. Siga-me pelo Twitter: http://twitter.com/didibr.</em></p>
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		<title>Dias Toffoli: &#8220;a campanha eleitoral não começa só em julho&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[(Por Alessandro Cristo) Depois de dedicar boa parte da vida ao Direito Eleitoral como advogado — função em que serviu ao Partido dos Trabalhadores —, José Antonio Dias Toffoli, o ministro mais novo no Supremo Tribunal Federal, tem agora as regras do jogo nas mãos. Convidado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a presidir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/jose-antonio-dias-toffoli-spacca.png"><img class="alignnone size-full wp-image-27136" title="jose-antonio-dias-toffoli-spacca" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/jose-antonio-dias-toffoli-spacca.png" alt="" width="205" height="280" /></a></p>
<p>(Por Alessandro Cristo)</p>
<p>Depois de dedicar boa parte da vida ao Direito Eleitoral como advogado — função em que serviu ao Partido dos Trabalhadores —, José Antonio Dias Toffoli, o ministro mais novo no Supremo Tribunal Federal, tem agora as regras do jogo nas mãos. Convidado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a presidir a comissão responsável por reorganizar o Código Eleitoral de 1965 e todas as leis sobre o tema editadas desde então, o ministro ouvirá, durante os próximos seis meses, juristas, advogados, magistrados e operadores do Direito para elaborar o anteprojeto do novo regulamento.</p>
<p>A primeira reunião aconteceu na última quarta-feira (7/7). A próxima será no dia 3 de agosto, em Brasília, quando os 20 membros definirão o cronograma de atividades, o que inclui audiências públicas nos estados. Segundo o ministro, além de juristas, também serão ouvidos servidores. “Quando falamos em 130 milhões de eleitores indo às urnas, é preciso lembrar da necessidade de recrutar de quatro a cinco milhões de mesários, pessoas que vão trabalhar no processo eleitoral”, diz.</p>
<p>Quem imagina uma grande reforma política, no entanto, pode tirar o cavalo da chuva. Em entrevista concedida à revista Consultor Jurídico durante o II Congresso Brasileiro de Carreiras Jurídicas de Estado, em Brasília, Dias Toffoli revelou que a ideia da comissão não é fazer qualquer alteração na Constituição, o que afasta todas as possibilidades de mudanças profundas, como no sistema partidário.</p>
<p>Isso, no entanto, não diminui a relevância do trabalho, segundo o ministro. As mudanças pretendidas no financiamento de campanhas e nas propagandas partidárias na internet são um exemplo. Para Toffoli, pessoas jurídicas, por não votarem, não poderiam fazer doações, o que fecharia a torneira de onde os principais partidos tiram a maior parte dos recursos. Além disso, se a proposta do ministro prosperar, alianças partidárias terão um teto de gastos por pleito, baseado no número de eleitores que conseguirem. “Isso implica aperfeiçoamento da prestação de contas”, diz. Para ele, a saída é mais equilibrada do que a do financiamento público para as campanhas, que vaga nas conversas parlamentares.</p>
<p>O ministro também não vê na internet um campo de propaganda eleitoral. Em sua interpretação, como a rede não é concessão pública, não se pode dizer que o internauta é simplesmente um receptor de mensagens, mas sim um buscador. “Quando você acessa o blog de alguém, é como se você estivesse entrando, do ponto de vista virtual, na casa de quem você quer visitar. É preciso digitar um endereço”, explica. “Não é à toa que se fala em sítio.”</p>
<p>Evitando comentar sobre casos concretos, como o das multas sofridas pelos atuais candidatos à presidência da República por propaganda eleitoral irregular, Toffoli adiantou não concordar com os prazos vigentes das campanhas. A definição de pré-campanha, segundo ele, também deve passar por uma revisão. “Não adianta tapar o sol com a peneira, dizendo que a campanha começa só em julho, como se os candidatos não fossem se articular”, afirma. “Você não tira da cartola um candidato no dia 30 de junho e aprova numa convenção.”</p>
<p>Segundo ele, não é errado um presidente da República manifestar sua opinião como cidadão, ou participar do processo eleitoral. “Não existe lei que diga que o presidente da República não é cidadão. O que existe são limites. Ele não pode ser candidato a outro cargo sem renunciar seis meses antes”, diz.</p>
<p>Sobre a recém sancionada Lei Ficha Limpa, que proíbe candidatos condenados criminalmente em segundo grau de concorrer, o ministro também foi cauteloso. Segundo ele, já há recursos chegando ao Supremo questionando a norma, e só o Plenário da corte poderá dizer se ela viola ou não o princípio da inocência. “O parágrafo 9º do artigo 14 estabelece que a vida pregressa também é um elemento para ser levado em conta na defesa da liberdade de voto em relação ao abuso do poder político e econômico. Qual então é a leitura que se deve fazer dessa expressão, tendo em vista que a mesma Constituição diz que ninguém é considerado culpado enquanto não houver trânsito em julgado? Esse é o tema que o Supremo vai ter que enfrentar.”</p>
<p>Leia a entrevista.<br />
ConJur — Qual o objetivo da nova comissão organizada no Senado para rever o Código Eleitoral?<br />
José Antônio Dias Toffoli — A comissão é composta de juristas e visa sistematizar a legislação eleitoral, com vistas a atualizá-la e fazer o anteprojeto de um novo Código Eleitoral. Vários diplomas normativos regem as eleições no Brasil. A comissão procurará sistematizar essa legislação em um novo código.</p>
<p>ConJur — Se não vai alterar a Constituição, haverá mudanças profundas?<br />
Dias Toffoli — O objetivo da comissão não é uma reforma política. Não vai se discutir modelos de partidos, nem se tratar de sistema proporcional, porque não se trata de alterar a Constituição. O intuito é sistematizar e atualizar a legislação hoje existente, estabelecendo novas situações em razão dos novos meios de comunicação, como por exemplo a internet. As novas modalidades de campanha eleitoral trazem muitas dúvidas, que acabam sendo resolvidas pelo Judiciário. Existe um vazio legal.</p>
<p>ConJur — Qual é sua avaliação em relação às leis nessa área?<br />
Dias Toffoli — O código hoje vigente é de 1965, outra época histórica, ainda sob a Constituição de 1946 e os atos institucionais iniciais do regime militar, merecendo por isso uma atualização. Ao longo do tempo esse código foi sendo atualizado a cada pleito que ocorria. Em 1997, a Emenda Constitucional 16 introduziu a reeleição. No mesmo ano foi editada a Lei 9.504, uma lei de eleições que se pretendia fosse perene e definitiva. Ao longo dos anos, no entanto, ela vem sendo reformada pelo Congresso Nacional. A legislação relativa a inelegibilidades, que é a Lei Complementar 64, de 1990, também vem recebendo várias alterações, sendo a mais recente feita pela chamada de Lei Ficha Limpa.</p>
<p>ConJur — Quais problemas a comissão pode corrigir, se não vai fazer uma reforma política?<br />
Dias Toffoli — Questões práticas relativas ao processo eleitoral, inclusive do ponto de vista judicial. Existem vários procedimentos judiciais eleitorais diferentes, cada qual com seus prazos específicos e suas consequências, criando circunstâncias não racionais. O direito de resposta tem um rito processual. A representação para retirar propaganda eleitoral irregular tem outro procedimento. O rito pra se impugnar uma candidatura por conta de compra de votos tem outro, assim como a impugnação do registro de uma candidatura. Além desses, o recurso contra expedição do diploma e a ação de impugnação de mandato eletivo também têm procedimentos diversos. Ou seja, não há na legislação eleitoral uma uniformidade processual. Cada nova lei estabelece um novo procedimento, e com isso vão se acumulando as formas de se impugnar, de se contestar. Embora a Justiça Eleitoral dê conta de resolver tudo isso, não há racionalização.</p>
<p>ConJur — O financiamento de campanha está inclusive na pauta dos candidatos à presidência. Que tipo de alteração a comissão pretende debater?<br />
Dias Toffoli — Nós não temos, por exemplo, um teto de gastos para as candidaturas. Essa é uma reflexão talvez até mais importante do que a de uma reforma partidária, do sistema eleitoral. Temos o limite de doações por parte das pessoas físicas e das pessoas jurídicas, mas o candidato é que estabelece o máximo que vai gastar. Isso implica aperfeiçoamento da prestação de contas. Se uma pessoa jurídica não vota, por que pode contribuir em uma campanha? Quem tem título de eleitor é o cidadão pessoa física.</p>
<p>ConJur — Como deveria funcionar?<br />
Dias Toffoli — Não sei se é o caso de se estabelecer a dicotomia entre financiamento privado e financiamento público, que foi a discussão mais recente no parlamento brasileiro. Eu não estabeleceria essa dicotomia, mas sim uma entre pessoa física e pessoa jurídica. A princípio, sou favorável à doação por pessoa física, que é eleitora e exerce o direito que todo cidadão tem de participar do processo político, seja como filiado de um partido, como eleitor, como candidato ou como doador de parte de sua energia, seu recurso financeiro. Ela vai direcionar aquilo para um projeto político, uma ideologia, uma vontade de intervir na sociedade. Tenho inclusive dúvidas quanto a um financiamento público que impeça o cidadão de contribuir com a sua energia em forma de valor monetário para uma campanha. A dúvida, inclusive constitucional, é se não interferiria na liberdade individual. Já as pessoas jurídicas são regidas por um estatuto, seja qual for a sua forma de constituição. Não conheço nenhuma pessoa jurídica que tenha em seu objeto social contribuir com campanha eleitoral. Uma sociedade anônima que tenha ações em bolsas de valores tem acionistas de todo viés partidário. Por que contribuir para uma candidatura A e não para B? É até questionável, do ponto de vista do Direito Econômico, a possibilidade de uma empresa pública fazer doação pra candidatura A, B ou C. A pessoa jurídica não vota. Por que tem interesse em contribuir para uma campanha? Vamos provocar a comissão quanto ao tema.</p>
<p>ConJur — Como acabar com o caixa dois?<br />
Dias Toffoli — Nós podemos seguramente dizer que hoje é difícil haver caixa dois. Somando os valores que os três principais candidatos à presidência da República anunciaram que vão gastar na campanha, dá algo em torno de R$ 400 milhões. Se analisarmos a evolução de custo de campanha, parece realmente que a atual está dentro da realidade. É difícil imaginar que seria possível três candidatos à presidência gastarem mais do que meio bilhão. Não tem, pelo menos na campanha para presidente, na minha impressão, lugar para caixa dois.</p>
<p>ConJur — A maior parte desse valor vai para propaganda.<br />
Dias Toffoli — É bom lembrar também que o próprio parlamento restringiu a propaganda. Não é mais possível doações de camisetas de campanha e outdoor, por exemplo. Na eleição de 1994, o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão começava a 60 dias das eleições. A partir de 1998, o tempo foi reduzido para 45 dias, ou seja, um quarto do custo da principal despesa de campanha foi reduzido. Ao mesmo tempo, houve aumento nas despesas declaradas e diminuição dos custos. Isso leva a crer que os partidos políticos e candidatos estão levando a sério a prestação de contas.</p>
<p>ConJur — A que isso se deve?<br />
Dias Toffoli — Se analisarmos ao longo das várias eleições desde a primeira campanha presidencial pós-redemocratização, em 1989, a Justiça Eleitoral vem se tornando mais rigorosa nas fiscalizações, com resoluções mais duras em matéria de prestação de contas. Isso se deve a uma cobrança da sociedade, estimulada pelo trabalho que a imprensa faz. Com isso, o parlamento também acabou aprimorando a maneira de se fazer a prestação de contas, e o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu que aquele que teve contas rejeitadas se tornasse inelegível. Só se aprende a andar de bicicleta subindo na bicicleta. Quando se constatou que havia caixa dois, a sociedade cobrou, a imprensa denunciou, e o Poder Judiciário teve que ser mais rigoroso, como também aconteceu com a compra de votos. Mais de 400 prefeitos já foram cassados no Brasil por compra de votos, o que é significativo para uma lei que existe há dez anos.</p>
<p>ConJur — Os partidos têm participação?<br />
Dias Toffoli — Um vai fiscalizando o outro. Por que há tantas representações no Judiciário? Quantos prefeitos e governadores haviam chegado em segundo lugar nas eleições, mas assumiram o cargo depois? Foi porque fiscalizaram. Não é só o controle do Ministério Público, da Justiça Eleitoral, mas o controle do adversário político.</p>
<p>ConJur — Quais problemas ainda persistem?<br />
Dias Toffoli — Questiono a ausência de um limite de gastos das campanhas eleitorais. Essa é uma grande reforma a ser feita. Quem dá o teto é o próprio candidato. As despesas de campanha estão praticamente imunes ao caixa dois, até porque não é necessário fazer caixa dois. Você pode declarar o limite que quiser. O problema não é o caixa dois, mas a vantagem de quem consegue arrecadar mais. Isso seria diferente se cada candidato só pudesse gastar por eleitor.</p>
<p>ConJur — Por que um político gasta tanto dinheiro pra se eleger?<br />
Dias Toffoli — Eu não tenho a vida política sob o aspecto de que as pessoas são mal intencionadas, como muitas vezes a imprensa faz parecer. A política é um sacerdócio. Trabalhei muitos anos no Congresso Nacional, tive atividades no Poder Executivo e o que verifiquei, em regra, que homens públicos se dedicam 15 ou 16 horas por dia ao trabalho, seja no Legislativo, no Executivo ou no Judiciário. A abnegação de homens públicos de todos os partidos não tem o reconhecimento devido pela sociedade.</p>
<p>ConJur — No caso do uso da internet, houve polêmica em relação a veículos de comunicação. Existe alguma mudança prevista nesse sentido?<br />
Dias Toffoli — Eu sempre tive a ideia de que não há propaganda na internet. A questão passa pelo conceito de propaganda e de meio de comunicação. Quando se quer visitar a casa de alguém, é preciso ir até lá. Quando você acessa o blog de alguém, é como se você estivesse entrando, do ponto de vista virtual, na casa de quem você quer visitar, é preciso digitar um endereço. Não é à toa que se fala em sítio. Em termos de propaganda partidária eleitoral, a campanha vai até o cidadão ou o cidadão é quem liga o computador e acessa o blog ou a página? A internet não é concessão pública.</p>
<p>ConJur — A Advocacia-Geral da União tem defendido o presidente Lula na Justiça Eleitoral quanto à acusação de que declarações suas têm sido propagandas eleitorais irregulares. O argumento usado pela defesa é o de que as declarações foram manifestações de opinião, o que é controverso. É preciso que a lei defina o que é propaganda antecipada?<br />
Dias Toffoli — A comissão terá de discutir a ideia de pré-campanha. Nos Estados Unidos existe uma campanha aberta nas chamadas prévias. Por meio dessas prévias os partidos escolhem os seus candidatos. No Brasil, o eleitor tem direito de votar no presidente, mas acaba votando no candidato que os partidos escolheram, não participa da escolha dos candidatos dos partidos. Existe a necessidade de se discutir o momento em que se deve começar e permitir campanha eleitoral, mesmo que seja aquela em que a sociedade começa a testar. A legislação brasileira tem esse conceito de que nada pode acontecer antes. Mas não adianta tapar o sol com a peneira, dizendo que a campanha começa só em julho, como se os candidatos não fossem se articular, se testar perante a opinião pública. Você não tira da cartola um candidato no dia 30 de junho e aprova numa convenção. Os institutos de pesquisa já passam a registrar suas apurações legalmente no Tribunal Superior Eleitoral a partir do dia 1º de janeiro do ano da eleição. Mas a mesma lei que diz que a campanha só pode começar no dia 5 de julho, diz outra coisa à sociedade e aos institutos de pesquisa. Se aquele cidadão que está sendo objeto de pesquisa vai a um evento ou dá uma entrevista, ele está fazendo campanha?</p>
<p>ConJur — Isso não manteria o Brasil sempre em campanha eleitoral, coisa que o TSE já disse não ser possível?<br />
Dias Toffoli — A disputa pelo poder é permanente. Só uma pessoa sem bom senso para imaginar que a disputa pelo poder é algo que está fora da realidade política.</p>
<p>ConJur — Um presidente da República pode participar do processo eleitoral?<br />
Dias Toffoli — Um presidente da República é um cidadão. Nos limites da lei, ele pode participar. A Constituição é clara: ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa que não existe na lei. Não existe lei que diga que o presidente da República não é cidadão, o que existe são limites. Ele não pode ser candidato a outro cargo sem renunciar seis meses antes.</p>
<p>ConJur — O senhor é a favor do voto obrigatório?<br />
Dias Toffoli — Sim. Entendo que a participação política é um dever do cidadão. Uma nação organizada deve sim instigar e obrigar seu cidadão a participar do processo político eleitoral. Mas ninguém pode ser obrigado a adotar um partido político ou a ter uma linha ideológica. Daí a própria urna eletrônica democraticamente prever o voto nulo. É a tecla de atuação daqueles que são contra a política ou os políticos, ou dos que não se sentem representados por nenhuma candidatura. Mas não é direito do cidadão deixar de ser cidadão. Ser cidadão é um dever, é ter obrigações com o Estado, como o serviço militar obrigatório, ou o voto obrigatório. É um ônus muito barato para se viver uma vida gregária e poder se estabelecer em uma nação livre.</p>
<p>ConJur — Por que?<br />
Dias Toffoli — Nos países onde o voto é livre, as sociedades se despolitizam. Aí sim é que grupos de interesse acabam assumindo o comando. Com o voto obrigatório, todo cidadão se politiza. Eu não tenho medo de dizer que o Brasil tem hoje um eleitor extremamente politizado, e isso inclui aquele mais simples, mais inculto. O Brasil é uma das nações mais politizadas do mundo, e isso se deve primordialmente ao voto obrigatório. O vazio no poder não existe. Se não é ocupado pelo povo, vai ser ocupado por outros interesses.</p>
<p>ConJur — O preso provisório deve votar?<br />
Dias Toffoli — É um direito do preso votar, embora haja dificuldades para operacionalizar essa votação. Sou favorável a que a Justiça Eleitoral leve a urna eletrônica ao preso provisório, porque ele não está condenado definitivamente. Mas o que a sociedade brasileira está discutindo, debate esse que se iniciou com o ministro Gilmar Mendes à frente do Conselho Nacional de Justiça, é o porquê de o Brasil ter tantos presos provisórios, pessoas na cadeia ainda sem condenação. A Justiça mesmo está se encarregando de analisar o problema. O trabalho do CNJ já libertou mais de 20 mil pessoas presas provisoriamente sem necessidade.</p>
<p>ConJur — Qual é a interpretação constitucional correta em relação à inelegibilidade de candidatos, tema da recente Lei Ficha Limpa?<br />
Dias Toffoli — A Constituição Federal, no parágrafo 9º do artigo 14, estabelece que a inelegibilidade tem duas premissas: garantir a liberdade do voto do eleitor contra o abuso de poder econômico e garantir a mesma liberdade contra o abuso de poder político. A Constituição permite que a lei complementar estabeleça o afastamento de determinadas pessoas das eleições. Dentro desses parâmetros, a lei complementar pode estabelecer situações que afastem alguém envolvido em determinadas situações para proteger esses valores. Agora, a Constituição também diz que ninguém pode ser considerado culpado enquanto não houver trânsito em julgado. O parágrafo 9º do artigo 14 estabelece que a vida pregressa também é um elemento para ser levado em conta na defesa da liberdade de voto em relação ao abuso do poder político e econômico. Qual então é a leitura que se deve fazer dessa expressão, tendo em vista que a mesma Constituição diz que ninguém é considerado culpado enquanto não houver trânsito em julgado? Esse é o tema que o Supremo vai ter que enfrentar em agosto, setembro ou outubro, mas com certeza até o fim do ano. Já há alguns recursos chegando.</p>
<p>ConJur — Se não decidir antes das eleições, não vai causar tumulto?<br />
Dias Toffoli — O Judiciário não abre um jornal, não assiste a um programa de televisão ou ouve o rádio e diz: “agora vamos julgar isso, porque é um debate que está posto na sociedade”. O Supremo vai decidir quando houver um recurso que esteja habilitado a ser levado ao Plenário, e hoje não há. Não adianta cobrar do Supremo uma decisão colegiada se ainda não há um processo pronto.</p>
<p>ConJur — Essa judicialização da política é ruim?<br />
Dias Toffoli — Às vezes é bom a gente lembrar da época em que não havia eleições para presidente da República. A disputa acirrada para um cargo de presidente não escandaliza ninguém que tenha vivido 20 anos sem eleições. Ninguém que tenha passado 20 anos sem poder votar vê qualquer escândalo no fato de haver dezenas de representações na Justiça Eleitoral. Ao contrário de escandalizar, isso deve ser aplaudido. É a disputa política dentro das regras do jogo, com um árbitro que é a Justiça Eleitoral.</p>
<p>ConJur — O Judiciário está preparado para receber uma demanda como essa e julgar a tempo?<br />
Dias Toffoli — O Judiciário brasileiro já deu demonstrações de ser o mais preparado do mundo para organizar eleições. Desafio alguém a mostrar que exista um país que tenha Justiça e organização eleitorais melhores que a brasileira.</p>
<p>ConJur — Partidos chamados nanicos cumprem seu papel político?<br />
Dias Toffoli — A pluralidade da representação política faz parte da democracia. O Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão favorável à pluralidade política partidária quando julgou inconstitucional a cláusula de barreira, que levaria à exclusão das minorias da participação política pela via partidária. No Brasil, para se ter acesso ao poder ou as eleições, é necessário ser filiado a um partido político. O partido político, pela organização do sistema democrático brasileiro, é o instrumento de mediação entre o cidadão eleitor e o Estado. Ele é quem media esse acesso ao poder. O Supremo entendeu que limitar a quantidade de partidos políticos, mesmo que seja por meio da restrição ao seu acesso a meios de comunicação, é limitar a participação das minorias na democracia, é impedir que as minorias se façam participantes. Elas podem até perder a eleição, mas têm direito de participar do processo partidário eleitoral e de levar sua mensagem. Até porque há muitos partidos que hoje podem ser nanicos, mas que daqui a dez ou 20 anos podem se tornar um grande partido, caso sua mensagem seja aceita pelo eleitor. Há exemplos de partidos que antigamente tinham dez deputados federais, e hoje têm 90.</p>
<p>ConJur — Como o PT.<br />
Dias Toffoli — Em 1982, o PT tinha seis deputados, e hoje tem 80 ou 90.</p>
<p>ConJur — E a questão da ideologia?<br />
Dias Toffoli — Não se pode querer penalizar o fato de um partido fazer aliança A, B ou C. Essa é uma liberdade partidária.</p>
<p>ConJur — O Tribunal Superior Eleitoral tem sido mais rigoroso ao ter na presunção de irregularidade o necessário para punir?<br />
Dias Toffoli — A Justiça Eleitoral pode divergir na análise dos elementos de prova que tem, mas eu não conheço caso de alguém que tenha sido condenado por presunção.</p>
<p>ConJur — As multas aplicadas contra o presidente Lula se basearam na interpretação subjetiva de que havia mensagens subliminares em favor da candidata do PT nos discursos feitos em eventos.<br />
Dias Toffoli — A análise do conteúdo da mensagem pressupõe um fato, que não é presumido, ele existiu. A Justiça não julga sobre presunção. Julgamento por presunção é um julgamento espúrio. Você partiu de uma premissa errada. A Justiça no Brasil não julga por presunção.</p>
<p>ConJur — Desde sua passagem pela AGU, nota-se um protagonismo maior da advocacia pública. Por consequência, do ponto de vista sindical, também é uma categoria mais reivindicativa. Agora no Supremo, como o senhor enxerga o assunto?<br />
Dias Toffoli — Eu não sei avaliar se é fruto do trabalho que nós fizemos ou não. Na medida em que a instituição passa a ter visibilidade maior, é natural que as suas carreiras e associações representativas sejam mais reconhecidas. Nesse sentido é que talvez se tenha essa percepção de que elas se tornaram mais reivindicadoras. Talvez, no entanto, elas já fossem assim. A instituição ganhou visibilidade perante a sociedade, o Poder Judiciário e o próprio Poder Executivo, na medida em que passou a fazer arbitragens nos conflitos existentes entre as autarquias, fundações, empresas públicas e a União. Esse aumento de visibilidade aconteceu porque ela passou a trabalhar melhor, com uma média mais eficaz, mais inteligente, mais racional. Se nós fizermos um levantamento na imprensa, vamos verificar que a AGU tinha um número de aparições na imprensa dez vezes menor do que tem hoje. Isso foi algo que sempre defendi, que a instituição tinha de ser transparente para a sociedade. Quem faz a mediação dessa transparência é a imprensa.</p>
<p>ConJur — A AGU hoje é mais atuante?<br />
Dias Toffoli — Desenvolvemos na advocacia pública a ênfase à mediação de conflitos, iniciando com a criação da câmara de conciliação entre os órgãos da administração pública que litigam em juízo. A União, que é uma pessoa jurídica, é todo o conjunto do ente da nação brasileira. Quando assumi a AGU, eram 182 autarquias e fundações, fora as mais de 200 sob administração da União. Cada tribunal, a Câmara dos Deputados, o Senado, apesar de não terem personificação jurídica própria, têm legitimidade de postular em juízo. São mais de 500 instituições públicas federais vinculadas a um único chefe de Estado, e todas elas têm conflitos entre si, que viram processos judiciais. Na Constituição, a AGU está como função essencial à Justiça. Não está no capítulo do Poder Executivo, justamente porque a Constituição quis uma instituição para mediar o conflito entre esses vários entes. A primeira coisa que fiz na AGU foi criar a Câmara de Conciliação e Arbitragem entre os entes da administração pública federal. A partir dessa experiência bem sucedida, criamos a Câmara de Conciliação com os estados, a partir de experiência que também foi bem sucedida com os municípios. Em muitos casos, passamos a ter uma atitude conciliatória também com o setor privado em algumas demandas. A advocacia pública trabalha hoje focada em diminuir conflitos. Meu sucessor na AGU, o ministro Luís Inácio Lucena Adams, também é um defensor da conciliação e da resolução de conflitos através de meios não judiciais.</p>
<p>(Fonte: Revista Consultor Jurídico)</p>
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		<title>Os guerreiros na África do Sul</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 12:48:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[*Didi Pasqualini  Colocar uma idéia na cabeça das pessoas. Esta é uma das estratégias de marketing que exigem certa dose de estudo e investimento para dar certo. As agências de propaganda, na verdade, buscam exatamente associar idéias, imagens e palavras como estratégia para vender produtos, conquistar mercados e adesão às marcas para as quais trabalham. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26902" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/07/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Didi Pasqualini</p>
<p> Colocar uma idéia na cabeça das pessoas. Esta é uma das estratégias de marketing que exigem certa dose de estudo e investimento para dar certo. As agências de propaganda, na verdade, buscam exatamente associar idéias, imagens e palavras como estratégia para vender produtos, conquistar mercados e adesão às marcas para as quais trabalham. Este artigo tem a proposta de analisar brevemente a metáfora “Guerreiros” da Brahma e a sua ligação com o futebol. Para isso vamos falar das táticas em posicionar uma idéia na cabeça do consumidor pelos conceitos de Al Ries e Jack Trout (1999) e a metáfora por Lakoff e Johnson (2002). São estudos diferentes, mas que a meu ver se cruzam e até se associam.</p>
<p>Os meios de comunicação se multiplicam e hoje temos praticamente todas as mídias do mundo no computador, sem contar as tradicionais, rádio, TV, cinema e jornal. A informação nos chega a todo o momento em qualquer lugar no planeta e a todo instante. A sociedade está saturada de informação. O nosso organismo se defende, e faz com que mente filtre e absorva apenas uma quantidade mínima dela. Nosso corpo não dá conta de assimilar tanta coisa nova. Para chegar à mente do consumidor é preciso diferenciar. Ries e Trout avaliam que posicionar, na verdade, é encontrar uma forma mais interessante do que a do concorrente. É procurar um lugar na mente do consumidor, mesmo tendo de enfrentar forte competição.</p>
<p>Desta forma, ser eficiente é fazer com que o papel da mensagem estimule outra mensagem que já esteja pronta na cabeça das pessoas. Esta é, em síntese, a tese central da teoria conceitual da metáfora que o lingüista George Lakoff e o filósofo Mark Johnson defendem. É possível dizer que existem dois entendimentos metafóricos distintos: a lingüística, que acontece quando uma coisa é substituída por outra, e aquela em que sentimos, ou seja, está em nosso corpo porque possuímos registrado um sentimento que nos liga a ela. “A prova foi dura” é uma metáfora que apresenta um entendimento cognitivo no corpo. Desde que nascemos aprendemos o que é duro ou macio. Ao nos machucarmos quando batemos a cabeça no chão, ao apreender a andar, percebemos bem a dimensão de dureza e por aí vai, com associações de dor e prazer.</p>
<p>A Brahma optou pela metáfora “guerreiros” ao vincular a sua marca à Seleção Brasileira e assim criar o clima futebol, álcool e samba, (prazer) embalado pelo ufanismo brasileiro e o tradicional orgulho de seu futebol, que “brilharia” mais uma vez na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. A ação promocional pode ser vista como a preparação de soldados prontos para abater o inimigo. Os filmes comerciais davam a entender que o grupo brasileiro estava em vantagem competitiva ao remeter às cinco conquistas.</p>
<p>Pode-se imaginar que o efeito de sentido que carregou a “missão do Brasil”, creditado ao grupo de jogadores que foi à África do Sul é o mesmo que um exército que parte para o campo de guerra. A sensação da derrota não significou apenas mais uma em um jogo, e sim a perda de uma batalha. A sensação de que os “guerreiros” falharam, de perigo, humilhação, perda da superioridade e a inevitável angústia pelo título que não veio desarticulam toda a campanha publicitária com o fracasso do time. Em parte podemos explicar como a propaganda vem ao longo das décadas capturando o torcedor em todo o País em torno de uma “paixão” e como isso é alimentado como sendo um status que força o entendimento de que pertence ao “nato” de que o brasileiro já nasce gostando de futebol. Essa é uma metáfora poderosa.</p>
<p><em>*Diógenes (Didi) Pasqualini é jornalista, especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Mestrando em Comunicação e Semiótica. E-mail: didibr@estadao.com.br. Siga-me pelo Twitter: http://twitter.com/didibr.</em></p>
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		<title>O destempero do secretário da segurança de Rio Claro</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 16:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nevoeiro Júnior “Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.”   A frase acima é da lavra do Barão de Itararé, brilhante jornalista que, como poucos, teve a capacidade de resumir em frases curtas um grande pensamento. Infelizmente, na última sessão da Câmara Municipal de Rio Claro, o delegado readaptado, burocrata, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nevoeiro Júnior</strong></p>
<p>“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.”<br />
 <br />
A frase acima é da lavra do Barão de Itararé, brilhante jornalista que, como poucos, teve a capacidade de resumir em frases curtas um grande pensamento.</p>
<p>Infelizmente, na última sessão da Câmara Municipal de Rio Claro, o delegado readaptado, burocrata, licenciado e palestrante de ouvir ou falar Gustavo Viegas, hoje secretário de segurança pública do município, num desejo de agradar seus chefes maiores &#8211; leia-se a dupla que governa nossa cidade Olga Salomão e Du Altimari -  transformou um discurso na solenidade destinada a homenagear a corporação dos bombeiros, em oração para puxar saco de seus superiores.</p>
<p>Critica meu governo, diz que deixamos para Olga Salomão e Du Altimari sucatas na segurança municipal. Deveria ao menos reconhecer que foi nos meus governos que ela foi fundada e armada e que nas ocasiões era secretário o ilustre coronel Juarez Moura de Oliveira</p>
<p>Não respeitou  a presença do Comandante do Grupamento de Bombeiros, Kleber Moura de Oliveira, filho do ilustre, sério, honesto e competente coronel  Juarez Moura de Oliveira.</p>
<p>Deveria ter esclarecido o secretario de segurança do município porque não havia vigilantes a guarnecer o Museu Amador Bueno da Veiga, cujo incêndio poderia com vigilância ter sido evitado. Seria a omissão a modernidade que prega?</p>
<p>Sua sede de aparecer, em ser o boquirroto na defesa de um governo envolvido na CPI da saúde, com denuncias de irregularidades, desvios &#8211; muitos já na justiça -, das promessas não cumpridas e nem ao menos encaminhadas para solução, beira a insensatez e deseja transformar nossos ouvidos em pinicos (utensílios usados no passado para armazenar urina noturna).</p>
<p>Não é da boa educação &#8211; aí é obvio, falo aos que possuem &#8211; tentar transformar uma solenidade em homenagem a uma gloriosa corporação num ato vil e atacar os que não são autoridades, na presença de seus familiares, usando do poder que lhe é dado. Chega a ser covarde tal atitude na minha opinião.</p>
<p>Cabe aqui ressaltar que nem todos são lenientes,  omissos,  silenciosos ao tacão do verborrágico, destemperado e prepotente secretário, cujos &#8220;predicados&#8221; a cada dia aumentam mais. </p>
<p>Felizmente levantaram-se contra esta infâmia várias vozes.</p>
<p>O vereador Valdir Andreta, que assim pronunciou-se “Estamos em uma sessão solene. Não podemos ficar calados, caso contrario, vamos passar recibo para o secretário. O prefeito tem de saber quem ele manda para representá-lo.”</p>
<p>Manifestou-se o vereador Sergio Carnevale, dizendo “ Ele (secretario Gustavo Viegas) não pode entrar na nossa casa (Câmara) e estragar a solenidade desta maneira.”</p>
<p>A fala do  capitão Pugliesi foi de tocar almas ao dizer:“O que mais importa para nos é reconhecimento popular”.</p>
<p>O ilustre deputado Aldo Demarchi, com sua presença e discurso,  trouxe o parlamento paulista à homenagens aos bombeiros dizendo “O que mais valeu nesta noite foram os depoimentos e as homenagens que prestamos aos bombeiros”. Foi ele a voz das vítimas que lá estavam para agradecer a Corporação Corpo de Bombeiros. Graças a Deus, da injustiça que quis Gustavo Viegas fazer, podemos dizer: “ainda há juízes em Berlim.&#8221;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>(Nevoeiro Júnior é sociólogo. Foi prefeito de Rio Claro por três mandatos)</strong></p>
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		<title>Ministro Marco Aurélio: o exército de um homem só</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 11:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[(Por Luís Roberto Barroso) Um compromisso assumido de longa data trouxe-me a Jerusalém, de onde escrevo este artigo. Não vim de barco, nem entrei por Gaza. Tudo parece calmo por aqui. A única razão do registro geográfico é justificar a falta de acesso à minha biblioteca, aos meus arquivos e mesmo à internet. Escrevo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/marco-aurelio-20-anos-stf-selo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26518" title="marco-aurelio-20-anos-stf-selo" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/marco-aurelio-20-anos-stf-selo.jpg" alt="" width="120" height="162" /></a></p>
<p>(Por Luís Roberto Barroso)</p>
<p>Um compromisso assumido de longa data trouxe-me a Jerusalém, de onde escrevo este artigo. Não vim de barco, nem entrei por Gaza. Tudo parece calmo por aqui. A única razão do registro geográfico é justificar a falta de acesso à minha biblioteca, aos meus arquivos e mesmo à internet. Escrevo de memória, circunstância que envolve riscos que têm se agravado com os anos. Mas não quis deixar de aceitar o convite de Márcio Chaer para prestar ao Consultor Jurídico meu depoimento sobre os 20 anos do Ministro Marco Aurélio no Supremo Tribunal Federal. As condições adversas me impediram de ser o primeiro nas homenagens. Mas ao menos devo ser o último.</p>
<p>A primeira decisão marcante de que me lembro, tendo por relator o homenageado, foi no início da década de 90 do século passado. Tratava-se de questão afeta à tramitação da revisão constitucional prevista no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988. O ministro Marco Aurélio concedeu cautelar para suspender o início da revisão, por inobservância do procedimento próprio na tramitação parlamentar. A decisão superava o entendimento tradicional de que questões envolvendo o processo legislativo, mesmo em seus aspectos regulados na Constituição, constituíam matéria interna corporis, vale dizer, questões puramente políticas e insindicáveis. Sob forte pressão por parte da mídia e da classe política para o início do procedimento de revisão, o relator, monocraticamente, fez o que era certo. Recém retornado ao Brasil, após minha temporada em Yale, impressionei-me com a ousadia jurisdicional — incomum à época — e a posição doutrinariamente correta, confrontando o conhecimento convencional sobre o tema.</p>
<p>Uma segunda decisão do ministro Marco Aurélio chamou-me a atenção pouco tempo depois. Foi em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade relativa ao teto dos servidores públicos, instituído pela Constituição de 1988. O STF já havia decidido, por unanimidade, que a despeito da dicção clara do inciso XI do artigo 37 (“vantagem de qualquer natureza”), o limite máximo de remuneração não se aplicava às “vantagens pessoais”. Era difícil imaginar que uma decisão tão extraordinariamente equivocada pudesse ter se produzido sem qualquer voz dissonante. A despeito de o entendimento ter se mantido no novo precedente, passou a existir divergência proclamando o que se afigurava óbvio: se o teto não incluísse vantagens pessoais, não serviria para nada. As coisas erradas, como intuitivo, não costumam vir na lei que estabelece o vencimento-base. O voto era — et pour cause — do ministro Marco Aurélio. Nem sempre me alinho a sua posição dissidente. Mas nesse caso, como em muitos outros, sou convencido de que ele acertou sozinho, ou em primeiro lugar. Na verdade, ante o peso das corporações, foram necessárias duas emendas constitucionais para impor a vontade original do constituinte.</p>
<p>Um dos melhores votos que me recordo de haver lido, da lavra do ministro Marco Aurélio, foi o do caso Ellwanger. Uma belíssima profissão de fé na liberdade de expressão. Paradoxalmente, embora me alinhe à posição mais libertária nessa matéria, não concordei com a conclusão. Acho que uma das poucas exceções à liberdade de manifestação do pensamento diz respeito à proteção de grupos vulneráveis. As expressões de ódio racial, religioso ou sexual não devem, como regra, merecer proteção. Negros, judeus, homossexuais têm uma história secular de perseguição em diferentes partes do mundo. É preciso protegê-los da discriminação e do preconceito. O voto, no entanto, é um primor, com levantamento de precedentes relevantes no direito comparado e argumentação vigorosa e coerente. Ao final da leitura, tive necessidade de revisitar as minhas próprias convicções. Em uma democracia, nenhum tema é tabu e tudo pode ser repensado. Também essa me parece ser uma contribuição do homenageado à jurisdição constitucional.</p>
<p>Em 2004, coube ao ministro Marco Aurélio, por distribuição, uma das questões mais complexas e controvertidas já apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal: a da possibilidade de interrupção da gestação de fetos anencefálicos. A ação foi ajuizada em meados de junho. Na última sessão antes do recesso de julho, levou o processo em mesa para deliberação do Plenário sobre a liminar. Fui testemunha presencial. Pauta carregada, diversos processos com preferência, não houve chance de se apreciar o pedido cautelar. Saí da sessão com uma sensação curiosa de que a não apreciação pelo Plenário tinha sido melhor. É que se havia um ministro capaz de dar aquela liminar monocraticamente, era ele mesmo: o ministro Marco Aurélio. Dito e feito. Meia hora depois, peguei a cópia da decisão cautelar favorável em seu gabinete. A cassação dessa liminar, por sete votos a quatro, alguns meses depois, foi um dos poucos momentos de profunda tristeza que tive na minha longa militância na Corte.</p>
<p>Anos depois, conheci o outro lado da moeda: ter o ministro Marco Aurélio como adversário em uma tese jurídica é como enfrentar um exército de um homem só. A tese era boa — a de que a mudança de uma orientação do STF, depois de anos de vigência e muitos precedentes, exige a modulação dos efeitos temporais —, mas não consegui convencê-lo. Era a questão do IPI alíquota zero. A sessão começou com o voto favorável — e muito bom — do ministro Ricardo Lewandowski. Seguido de uma incisiva divergência do ministro Marco Aurélio. No intervalo da sessão, minha mulher me telefonou e perguntou-me como estava o julgamento. Respondi-lhe, esperançoso: um a um. No final do dia, a contabilidade do estrago bateu em nove a um. Todo o tribunal, exceto o ministro Lewandowski, acompanhou-o na posição contrária.</p>
<p>Uma outra posição polêmica do ministro Marco Aurélio — com a qual, registre-se, estou inteiramente de acordo — diz respeito a exames de DNA. Sustentou ele, contra forte oposição no tribunal e de parte da doutrina, que em ação de investigação de paternidade uma pessoa não é obrigada a fornecer material genético para o exame. A coação física a uma obrigação de fazer não se harmoniza com o Direito brasileiro. Assim como a produção de prova contra si próprio. É possível fazer ilações em razão da recusa ou mesmo estabelecer presunções relativas. Mas não se pode conduzir o pretenso pai, debaixo de vara, ao teste compulsório. A afirmação do direito de liberdade sobre outros direitos da personalidade envolve uma escolha filosófica relevante. Aqui, penso que o ministro Marco Aurélio liderou a posição correta.</p>
<p>Em matéria penal, o Ministro Marco Aurélio tornou-se o ídolo dos criminalistas. Em um país no qual o direito penal sempre teve uma vocação exacerbadamente punitiva, dirigida aos mais pobres, sua atuação no Tribunal terá sido um divisor de águas. Alguém poderia apontar, como subproduto, a impunidade dos ricos. Deixo essa briga para os penalistas. O que posso afirmar, do meu ponto de observação, é que teses como as que levaram à declaração de inconstitucionalidade da proibição de progressão de regime no caso de crimes hediondos contribuíram para lançar luz nas trevas. De fato, se o sistema penal não tiver qualquer compromisso com a ressocialização, a que se destina? Alguns dirão que a realidade não corresponde à vontade constitucional e à normatização infraconstitucional. Outra pergunta, então, torna-se inevitável: deve-se torcer a norma ou procurar mudar a realidade? A atuação do Ministro Marco Aurélio contribuiu para se optar pela resposta certa.</p>
<p>Há uma última faceta do ministro Marco Aurélio que me parece bem destacar. Em muitos dos seus votos solitários, tive a impressão de que sua preocupação maior — acima de convicções doutrinárias ou pessoais — era a de vocalizar a posição dos vencidos. Impedir que a unanimidade da Corte passasse a impressão de que a matéria era simples e pacífica. Temas como vedação do nepotismo por resolução do CNJ — numa releitura pós-positivista do princípio da legalidade — ou demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol não são objeto de consenso na sociedade nem entre os atores políticos e sociais relevantes. A unanimidade deixaria parte dos interessados na questão sem voz nem voto na Corte. Pois os vencidos, em geral, têm um aliado na Corte. Sua pretensão pode não prevalecer, mas seus argumentos e sentimentos terão sido expressos e compartilhados. Num mundo que se deixou seduzir pelo pensamento único em tantas matérias, a diversidade é bem-vinda e deve ser celebrada.</p>
<p>Boa hora de encerrar. Millor Fernandes escreveu que “sem liberdade de crítica, nenhum elogio é válido”. Por isso — só por isso! — inseri nesse artigo uma ou outra divergência em relação à longa judicatura do ministro Marco Aurélio. Para valorizar o elogio sincero. Teria outras coisas boas a dizer. Mas “em assuntos de sentimento, quanto maior for a parte de grandiloquência, menor será a parte de verdade”. A frase é de José Saramago. Pronto: consegui contrabandear para esse texto uma homenagem ao laureado escritor português, falecido essa semana. Há pessoas que percorrem com proficiência e integridade os caminhos já existentes. E há outras que desbravam trilhas pela mata cerrada, com os riscos e as glórias da opção mais árdua. O ministro marco Aurélio é dessa segunda linhagem. Um dos bons símbolos da ascensão do Judiciário no Brasil.</p>
<p>(Fonte: Revista Consultor Jurídico)</p>
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		<title>A igualdade entre as diferenças</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 12:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26409" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Didi Pasqualini</p>
<p>Assim que se inicia o período eleitoral a maioria das pessoas começa a perceber as propostas dos candidatos. Elas são estimuladas a refletir sobre uma série de coisas que faz parte de seu cotidiano e que muitas vezes essas informações não pautam a sua vida, ou seja, aparentemente não é dado prioridade. O trabalho, atuação e propostas dos políticos acabam se diluindo às preocupações e afazeres do cotidiano. A preferência por este ou aquele candidato depende de vários fatores que nem sempre são explicados pelas pesquisas eleitorais, embora, muitos profissionais de marketing político insistam em se pautar exclusivamente por elas.</p>
<p> Este artigo tem por objetivo analisar, em rápidos conceitos, as diferenças entre o homem e a mulher na forma de pensar e agir; a eleição presidencial deste ano e quais estratégias de marketing que podem ser úteis e “colar” ao discurso dele ou dela. O desenrolar da eleição presidencial de 2010 vem se configurando pela polarização entre as figuras de um homem e uma mulher na disputa de quem vai suceder ao Presidente Lula. Portanto, nada mais sugestivo do que lançar este olhar para que se perceba quem conseguirá dominar o tema com maior relevância. Em termos estratégicos pode fazer a diferença, pois nas campanhas é possível observar que um discurso domina a eleição e os demais são periféricos.</p>
<p>Segundo contagem do IBGE a população brasileira chegou em 2009 a 191,5 milhões de habitantes. 40,4% dessa gente estão concentrados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. São Paulo é o Estado mais populoso com 41,4 milhões de habitantes. Proporcionalmente o número de mulheres é maior do que o de homens, média de 100 para 95.</p>
<p>Um ponto de partida para se pensar nas estratégias é perceber que existem formas de pensar, agir, entender a sociedade, produzir cultura e o mundo de forma diferente do ponto de vista da cabeça de cada sexo. E o cérebro é um bom indicativo para procurar algumas respostas, pois a ciência já sabe, há muito tempo, que o funcionamento neural do homem é diferente ao da mulher. Não existem vantagens para um ou outro, é bom que se diga, e sim características biológicas e cognitivas que revelam traços que evidenciam experiências distintas e assim o entendimento do meio ambiente de maneira diferente. Geralmente os homens são mais ativos e as mulheres mais verbais, e isso aponta para alguns modelos na estrutura e funcionamento cerebral.</p>
<p>Outro ponto interessante é a empatia que se percebe nas pessoas em maior ou menor grau. Ela é fundamental para a conquista dos votos. Quando o candidato se mostra atraído pelos principais problemas da população, cria-se uma sensação de acolhimento, segurança e assim nos sentimos melhor. A mulher se mostra mais empática, sociável, enquanto o homem briga mais pelo poder e é mais refratário à troca de liderança dentro do grupo. Isso pode ser visto desde a infância, onde meninos “brincam” de luta e meninas de casinha “cuidando” das coisas. Estas simulações moldam, desde pequenos, homens e mulheres, construindo entendimento e visão particular de mundo.</p>
<p>O neurocientista italiano Giacomo Rizzolatti (2006) diz que a empatia é um traço característico de nossa sociedade. É ela quem nos ajuda a ser mais compreensivos, acessíveis, manter diálogos, sermos mais tolerantes e cultivar o amor. Ao perceber o interesse do outro em mim são revelados os sentimentos que despertam para as emoções. E elas são, seguramente, nossas orientadoras, pois desencadeiam as ordens em nosso corpo. São elas que fazem a ponte a outros sinais e fornecem organização fisiológica a quaisquer outras percepções que nos cercam.</p>
<p><em>*Diógenes (Didi) Pasqualini é jornalista, especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Mestrando em Comunicação e Semiótica. E-mail: </em><a href="mailto:didibr@estadao.com.br"><em>didibr@estadao.com.br</em></a><em>. Siga-me pelo Twitter: </em><a href="http://twitter.com/didibr"><em>http://twitter.com/didibr</em></a></p>
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		<title>Rio Claro pode mais!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 23:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(*João Walter)     Rio Claro completa 183 anos sem motivos para comemorar. No lugar da alegria, o que se vê nos olhos do rio-clarense é a expressão da tristeza. A confiança no futuro se mostra abalada por um presente de inoperância e pela perda do próprio passado.   A chama que arde neste cinzento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(*João Walter)</strong><br />
 <br />
 <br />
Rio Claro completa 183 anos sem motivos para comemorar. No lugar da alegria, o que se vê nos olhos do rio-clarense é a expressão da tristeza. A confiança no futuro se mostra abalada por um presente de inoperância e pela perda do próprio passado.<br />
 <br />
A chama que arde neste cinzento aniversário da Cidade Azul não é a da esperança. Mas sim a do fogo criminoso, que destruiu pelo descaso e ausência do Poder Público, parte inestimável da história de nossa terra e de nossa gente soterrada sobre os escombros do prédio do Museu Amador Bueno da Veiga.<br />
 <br />
Não é preciso aguardar pela conclusão do laudo da polícia técnica para apurar a responsabilidade pela co-autoria do incêndio que transformou em cinzas cerca de 150 anos de história, sem que no local existisse sequer um vigia para tentar impedir a tragédia que em sua causa não deixará de ser criminosa.<br />
 <br />
Não há álibi ou justificativa plausível capaz de inocentar aqueles que, eleitos pela vontade popular, deveriam zelar pelo patrimônio público, mas não o fazem: Rio Claro está à mercê do desgoverno, do descaso e do desinteresse.<br />
 <br />
Ao penalizar a população pela forma incompetente e desastrosa com que conduzem a máquina administrativa &#8211; alimentada pelos impostos, taxas e tarifas cobrados do contribuinte &#8211; o prefeito Du Altimari (PMDB) e sua vice Olga Salomão (PT) assumem o papel de Exterminadores do Futuro e do Passado, agora consumido pelas chamas do abandono.<br />
 <br />
Enquanto Altimari e Olga vão a Brasília em busca de dinheiro para dar vazão ao delírio de construção do tal Memorial Ulysses Guimarães, a história de Rio Claro é reduzida a pó pelo descaso.<br />
 <br />
Ao tempo em que sonham com o Central Park prometido por Dilma, o prefeito e sua vice ficam a dar milho aos pombos enquanto os rio-clarenses que mais precisam de atenção padecem nas filas da saúde.<br />
 <br />
Enquanto torram R$ 2 milhões em propaganda para construir uma realidade de papel e enganar a população, Altimari e Olga desfalcam o bolso do contribuinte com a nova conta de água com o aumento de 12% considerado abusivo, ilegal e arbitrário pelo Ministério Público.<br />
 <br />
Nesses Novos Tempos em que pela incompetência se coloca em risco o futuro e pelo descaso se soterra o passado, o rio-clarense pode até perder parte de sua história, mas não haverá de perder sua memória e jamais sua dignidade.<br />
 <br />
Afinal, Rio Claro pode mais!<br />
 </p>
<p><em>(*João Walter &#8211; Médico e presidente do PSDB de Rio Claro &#8211; </em><a href="mailto:tucanoazul@uol.com.br"><em>tucanoazul@uol.com.br</em></a><em>)</em></p>
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		<title>Para não dizer bastarda</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 17:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[José Roberto Sant´Ana   Com o holocausto do Museu Histórico e Pedagógico “Amador Bueno da Veiga”, Rio Claro perde o vínculo com sua mais antiga identidade de origem. Torna-se uma cidade órfã. Para não dizer bastarda.   Bastardo é aquele desprezado por seus responsáveis. Há décadas o museu veio desprezado pelo poder público que nele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/museu-022.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26296" title="museu 022" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/museu-022.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a></strong></p>
<p><strong>José Roberto Sant´Ana</strong><br />
 </p>
<p>Com o holocausto do Museu Histórico e Pedagógico “Amador Bueno da Veiga”, Rio Claro perde o vínculo com sua mais antiga identidade de origem. Torna-se uma cidade órfã. Para não dizer bastarda.<br />
 <br />
Bastardo é aquele desprezado por seus responsáveis. Há décadas o museu veio desprezado pelo poder público que nele via apenas um ancião inconveniente.<br />
 <br />
É preciso se preparar para o que vem aí pela frente.<br />
 <br />
Uma sociedade que abandona e destrói suas raízes perde a referência de sua identidade para escravizar-se ao efêmero e à estupidez. O futuro sem passado é a eternidade de um presente vazio de sabedoria e de comunhão.<br />
 <br />
A sociedade que se aliena dos antepassados despreza seus idosos e perde o respeito de seus jovens porque os atira à descrença. Esvazia a autoridade dos pais e o respeito pelos professores. Anula a cidadania.<br />
 <br />
É o ninho onde se gera a violência nutrida pela indiferença. Onde tudo é nada, porque tudo é vaidade.<br />
 <br />
A partir deste aniversário, todos serão de luto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bons exemplos valem mais do que palavras</title>
		<link>http://lidebrasil.com.br/site/index.php/2010/06/19/bons-exemplos-valem-mais-do-que-palavras/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 17:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[*Aldo Demarchi Uma das principais características da personalidade do meu pai era o hábito de falar pouco. Homem de poucas palavras, em vez de aconselhar os nove filhos por meio de longas conversas, preferia ensinar com ações dignas e bons exemplos. A receita deu resultado, nos tornamos homens e mulheres de bem, construímos carreiras profissionais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/aldoartigo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26214" title="aldoartigo" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2010/06/aldoartigo.jpg" alt="" width="185" height="136" /></a></p>
<p>*Aldo Demarchi</p>
<p>Uma das principais características da personalidade do meu pai era o hábito de falar pouco. Homem de poucas palavras, em vez de aconselhar os nove filhos por meio de longas conversas, preferia <a style="cursor: hand; color: #990000; border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onclick="hwClick0279940(undefined);return false;" onmouseover="hw0279940(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://jornalcidade.uol.com.br/#">ensinar</a> com <a style="cursor: hand; color: #990000; border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onclick="hwClick2279940(undefined);return false;" onmouseover="hw2279940(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://jornalcidade.uol.com.br/#">ações</a> dignas e bons exemplos. A receita deu resultado, nos tornamos homens e mulheres de bem, construímos carreiras profissionais e contribuímos, cada um do seu jeito, para o desenvolvimento das comunidades em que vivemos.<br />
Também aprendi com o saudoso Isidoro Demarchi que a maneira mais simples e eficaz de conseguirmos sucesso em qualquer empreitada é seguirmos os passos daqueles que nos antecederam. Nesse sentido, Rio Claro tem referenciais de sobra para servirem de espelho a todos os que amam de fato a chamada &#8220;terra dos Indaiás&#8221;.<br />
Foi assim em 1876, com a inauguração de nossa própria estrada de ferro, que teve papel decisivo para o escoamento da produção agrícola local e regional, além de permitir a chegada de máquinas, equipamentos e bens de consumo. Depois da ferrovia, o espírito <a style="cursor: hand; color: #990000; border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onclick="hwClick1279940(undefined);return false;" onmouseover="hw1279940(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://jornalcidade.uol.com.br/#">inovador</a> daqueles pioneiros voltou-se para outro componente <a style="cursor: hand; color: #990000; border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onclick="hwClick3279940(undefined);return false;" onmouseover="hw3279940(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://jornalcidade.uol.com.br/#">importante</a> do crescimento econômico e social: a energia elétrica, que estava provocando uma verdadeira revolução mundial.<br />
Não foi por acaso que, em 1885, nos tornamos a primeira cidade paulista e a segunda do País a ter iluminação pública. Logo em seguida, no limiar de um novo século, tivemos, em 1899, a fundação da Cervejaria Rio Claro, berço da Caracu e marco no processo de industrialização regional.<br />
Agora, cabe a nós o trabalho de construção do futuro. Para isso, devemos estar unidos e dispostos a romper barreiras, quebrar paradigmas e seguir sempre em frente, com as bênçãos de Deus e de nosso padroeiro, São João Batista.<br />
Também é fundamental nos conscientizarmos de que nenhum projeto atinge os resultados pretendidos apenas pelo esforço individual. As iniciativas que de fato mudam a história de um município, de um Estado e de um País são, invariavelmente, a somatória do empenho de muitos, desde os mais humildes cidadãos até os detentores de elevados cargos na estrutura de poder.<br />
Digo isso por experiência própria, a partir do exercício de cargos públicos de vereador, prefeito e deputado estadual. Quem não se lembra da mobilização, em 1981, para instalarmos em Rio Claro uma guarnição do Corpo de Bombeiros? E quando fizemos um movimento histórico em favor da duplicação da SP-127/Fausto Santomauro, que durante anos a fio recebeu o codinome de &#8220;estrada da morte&#8221;, hoje uma das melhores rodovias do Interior de São Paulo?<br />
Nesse momento, quando Rio Claro chega aos 183 anos de fundação, a situação não é diferente. Implantamos o Ambulatório Médico de Especialidades, mais conhecido como AME, resultado de um trabalho conjunto entre União, Estado e Município. Em breve, entrará em operação no Shopping Rio Claro o Poupatempo, um programa do Governo Estadual que funcionará em local cedido pela iniciativa privada. Também merece registro a edificação do Fórum Regional Cível, em área anexa ao campus da Unesp, obra que contará com cerca de R$ 7,5 milhões destinados por emenda orçamentária que apresentamos e cuja licitação foi definida recentemente pela Prefeitura.<br />
Nessas ocasiões, deixamos de lado questões ideológicas e partidárias, pois deve prevalecer o interesse da maioria. Dessa maneira, avançaremos em direção à cidade que desejamos para nós e nossos descendentes. O futuro, portanto, é, acima de tudo, uma criação coletiva. E os frutos que vamos colher dependem da qualidade das sementes que, juntos, plantarmos agora.</p>
<p>*O colaborador é deputado estadual. <a href="mailto:aldodemarchi@vivax.com.br">E-mail: aldodemarchi@vivax.com.br</a></p>
<p>(Fonte: Jornal Cidade)</p>
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		<title>CPI da Saúde:um novo tempo?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 23:48:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direto da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[(*João Walter)   Ao contrário do Poder Executivo que, sob o comando do prefeito Du Altimari (PMDB) e da vice Olga Salomão (PT), está irremediavelmente condenado ao descrédito pela incompetência com que penaliza a população rio-clarense, a Câmara Municipal &#8211; até aqui omissa – tem agora uma derradeira oportunidade de, num sopro de independência, resgatar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(*João Walter)<br />
 </p>
<p>Ao contrário do Poder Executivo que, sob o comando do prefeito Du Altimari (PMDB) e da vice Olga Salomão (PT), está irremediavelmente condenado ao descrédito pela incompetência com que penaliza a população rio-clarense, a Câmara Municipal &#8211; até aqui omissa – tem agora uma derradeira oportunidade de, num sopro de independência, resgatar sua credibilidade junto a opinião pública.<br />
 <br />
Se conduzida de forma soberana, com seriedade e transparência, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para apurar todas as irregularidades denunciadas na Fundação Municipal de Saúde, ajudará a oxigenar a administração pública e dará um novo fôlego ao Legislativo que, com raras exceções, se comporta como uma extensão do gabinete do prefeito ao dar eco a articulações político-partidárias que nada representam em relação aos reais interesses da população.<br />
 <br />
A verdade é que a saúde do rio-clarense está à mercê da providência divina. O caos se instalou na rede pública pela falta de prioridade dada ao setor. O jogo de empurra, a disputa interna entre facções do PT e do PMDB e a ingerência política que beneficia uns em detrimento de outros, afronta a dignidade e coloca em risco a vida dos que mais precisam dos serviços de saúde.<br />
 <br />
Cabe a CPI não permitir que interpretações questionáveis quanto ao seus objetivos cerceiem, limitem ou impeçam a realização de investigações abrangentes capazes de identificar e extirpar os tumores que provocam a falência dos serviços de saúde prestados à população.<br />
 <br />
Esquema “Fura-Fila”, a “Farra das Horas Extras”, desvio de remédios, privilégios, favorecimentos, atos administrativos e tudo o mais sob suspeição deve ser apurado.<br />
 <br />
No caso do “Fura-Fila”, por melhores que sejam as intenções [e delas o inferno está cheio] de um vereador seja ele quem for, é inadmissível que a urgência/emergência para exames e outros procedimentos seja estabelecida por outra pessoa que não o profissional médico, que deve se responsabilizar por sua decisão.<br />
 <br />
Não se resolvem os problemas da saúde, que são estruturais e complexos, colocando a vida de pacientes em risco ao se jogar a ética e a moralidade no lixo. Devem ser punidos tanto o vereador que interfere, quanto o médico que aceita a ingerência indevida. A saúde pública não pode ser usada como moeda de troca para o voto, nem como mercadoria para aferir vantagens pessoais.<br />
 <br />
A CPI deve apurar todas as possíveis irregularidades doa a quem doer. E não há que se falar em perseguição ou represália política, já que as denúncias partiram da ex-secretária de Saúde, Ivete Cipolla, a quem antes de ser exonerada Altimari e Olga destacavam a firmeza de caráter com que conduzia suas ações frente a Fundação de Saúde.<br />
 <br />
Vale lembrar que, quase ao mesmo tempo em que a saúde padecia da falta de investimento e a ex-secretária era demitida por não concordar com o esquema “Fura-Fila”, Altimari e Olga renovaram um contrato publicitário de R$ 2 MILHÕES ao ano para enganar o povo dizendo que estão “fazendo mais gastando menos”.<br />
 <br />
Com todo esse dinheiro é possível comprar 20 aparelhos de Raio-X ou garantir a contratação de pelo menos 25 novos médicos. Ou ainda, pelo valor de tabela do SUS, realizar mais de 15.380 tomografias ou cerca de 6.900 ressonâncias magnéticas.<br />
 <br />
Seria o fim do “Fura-Fila”!<br />
 <br />
Mas neste Novo Tempo em que a firmeza de caráter deu lugar à frouxidão de princípios, a prioridade para a saúde cedeu lugar ao discurso da “Rio Claro do Futuro”. Enquanto isso, os que mais precisam que se lixem nas filas de espera.<br />
 <br />
 </p>
<p>(*João Walter, Médico e presidente do PSDB de Rio Claro &#8211; <a href="mailto:tucanoazul@uol.com.br">tucanoazul@uol.com.br</a>)</p>
]]></content:encoded>
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