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	<title>Lide Brasil &#187; Opinião</title>
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	<description>Informação na medida certa</description>
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		<title>É bom ter razão</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 14:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*Diógenes (Didi) Pasqualini A propaganda política é o pilar que sustenta e produz sentido na comunicação do candidato e do partido. Sua transformação em “produto” à venda nem sempre é tarefa fácil como parece. Isso porque o produto em questão fala, pensa, tem ações e interage no mundo, diferentemente do produto de consumo, em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/05/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-54390" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/05/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>A propaganda política é o pilar que sustenta e produz sentido na comunicação do candidato e do partido. Sua transformação em “produto” à venda nem sempre é tarefa fácil como parece. Isso porque o produto em questão fala, pensa, tem ações e interage no mundo, diferentemente do produto de consumo, em que o fabricante agrega valor para despertar desejo de compra no consumidor. É muito delicado pensar na promoção de sabão em pó, por exemplo, e candidato, no mesmo nível, como defendem muitos profissionais de marketing.</p>
<p>O foco deste texto está em recortar a relação entre o processo de criação do sujeito candidato e os valores que orbitam em torno dessa construção, para que possamos refletir as diferenças entre produto político e comercial. Schulz (2012) encaminha uma pergunta muito interessante em seu artigo “Por que é tão bom ter razão?”. Neste artigo, podemos entender melhor o “estranhamento” que costuma acontecer entre o marketing político e o candidato quando ele é tratado como “coisa” tangível.</p>
<p>A vontade de se tornar “político” muitas vezes é despertada pelo estímulo dos amigos mais próximos, de familiares, grupos de classe, associações, partidos políticos etc., o que gera certa diferenciação da pessoa escolhida na comunidade em que vive e uma sensação de que seu modo de vida, valores, ideais etc. são modelos bem aceitos pela maioria da sociedade. Ou seja, de saída, o candidato já é “eleito” por alguém ou grupo. É quase natural que suas convicções sejam ampliadas e levadas a quase todas as áreas do conhecimento como um padrão que possa ser usado como razão para tudo – principalmente se seu comportamento na sociedade for “naturalmente” onisciente.</p>
<p>Schulz trabalha a ideia da razão ligada ao prazer, à satisfação. Aí se inclui aquela tentação de dar palpites em qualquer assunto, de “calo a câncer”, como diz um amigo. A razão é colocada nesta discussão como diferenciador, status, reconhecimento e superioridade. O marketing político, geralmente, lida com esse tipo de “produto”. Talvez aí resida o principal argumento de diferenciação entre os objetos aqui relacionados. Ego e sobrevivência no mundo moderno e cada vez mais exigente, autocrítica e medo de errar podem estar ligados a esta personalidade cuja postura é a de que estamos certos a maior parte do tempo. Talvez a psicologia explique como uma defesa ou estratégia de sobrevivência no meio.</p>
<p>Seja como for, aos profissionais que trabalham com candidatos fica a seguinte reflexão: por mais que seja tentador condensar o marketing em receitas prontas, estratégias e fórmulas, é preciso pensar que devemos evitar, sempre que possível, aquelas soluções simples que norteiam o senso comum. Hoje a solução para os grandes problemas é amparada no estudo multidisciplinar, que vai um pouco além de nossas crenças morais, religiosas ou convicções intelectuais singulares. O marketing, a psicologia, a semiótica, a filosofia, a sociologia, a neurociência e a própria teoria da comunicação têm amparado o marketing político de forma satisfatória e apontado caminhos interessantes. Essa “pluriconceitualização”, acredito, seria uma das fórmulas para entender melhor como estar neste mercado, onde as regras “funcionais” possam servir de referência, sem impedir de se pensar o marketing como campo de ação maior.</p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. E-mail: didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4484393Z8</p>
<p>Referências</p>
<p>SCHULZ, K. Por que é tão bom ter razão? Revista Mente e Cérebro, n. 230, p. 38-45, mar. 2012. Pgs 38 a 45.</p>
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		<title>Propaganda enganosa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*NEVOEIRO JÚNIOR “Pega na mentira, corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela&#8230;” (Erasmo Carlos) Além da participação constante do prefeito em programa nitidamente promocional travestido de entrevista jornalística exibido pela emissora local de televisão, a atual administração desencadeou nos últimos dias uma campanha milionária de propaganda para tentar reverter a baixíssima popularidade do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/05/nevoeironova1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-54322" title="nevoeironova1" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/05/nevoeironova1.jpg" alt="" width="212" height="303" /></a></p>
<p>*NEVOEIRO JÚNIOR</p>
<p>“Pega na mentira, corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela&#8230;” (Erasmo Carlos)</p>
<p>Além da participação constante do prefeito em programa nitidamente promocional travestido de entrevista jornalística exibido pela emissora local de televisão, a atual administração desencadeou nos últimos dias uma campanha milionária de propaganda para tentar reverter a baixíssima popularidade do grupo que governa Rio Claro. Um suposto vídeo institucional e anúncios divulgados no horário nobre da retransmissora da Rede Globo na região, rádios e jornais fazem parte do bombardeio publicitário com fins nitidamente eleitorais.</p>
<p>O cinismo, as meias verdades ou afirmações deslavadamente mentirosas são as marcas registradas do material produzido a peso de ouro e que ignora sem o mínimo pudor a regra constitucional que obriga o poder público a respeitar, entre outras coisas, os princípios da moralidade e da impessoalidade. Isto sem contar o fato de que, no caso específico do filmete de quase dez minutos criado para enaltecer os &#8220;feitos&#8221; do (des) governo Salomão-Altimari, os aboletados usam o correio eletrônico do setor de tecnologia da informação municipal para disseminá-lo. &#8220;Vejam os avanços dos últimos quatros anos e onde o seu dinheiro foi investido&#8221;, registra a mensagem enviada a milhares de pessoas, o que caracteriza flagrante ilegalidade passível de reprimenda pelas justiças comum e eleitora.</p>
<p>Isto sem contar, obviamente, a farta quantidade de mentiras e informações distorcidas que recheiam os anúncios custeados com o nosso dinheiro. Exemplo evidente dessa enganação é a famigerada &#8220;cidade 100% digital&#8221;, com acesso de todos à internet sem pagar nada. O assunto já virou motivo de chacota nas redes sociais, posto que descobrir usuários bem-sucedidos deste serviço é tão raro quanto se encontrar uma cabeça de bacalhau.</p>
<p>As peças de áudio, vídeo e impressas tentam ainda passar a ideia de que tudo o que foi feito de importante em Rio Claro aconteceu nos últimos três anos e meio. E mais: algumas obras, conforme alardeiam os arautos da turma da boquinha, eram aguardadas &#8220;há 30 anos&#8221;. Um caso típico é a duplicação da Avenida 32, cuja maior parte foi executada pelo ex-prefeito Azil Brochini. Não se pode ignorar também o meu trabalho e dos ex-prefeitos Aldo Demarchi, Lincoln Magalhães, Kal Machado e Cláudio Di Mauro, bem como daqueles que nos antecederam. Ao tentar assumir a posição de &#8220;salvadores da pátria&#8221;, Altimari e sua vice parecem querer passar  uma borracha sobre a história de Rio Claro.</p>
<p>Eles precisam saber, no entanto, que, ao contrário do que possam imaginar, a população tem memória e “pega na mentira” aqueles que tentam enganá-la com falsas promessas e outros artifícios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Nevoeiro Júnior é sociólogo e empresário. Foi três vezes prefeito de Rio Claro. Email: nevoeirojr@terra.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Candidato “superstar”</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 13:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(*Diógenes (Didi) Pasqualini) É comum o pré-candidato dar visibilidade à sua imagem pelos meios de comunicação pensando em futura campanha eleitoral. Ampliar a aparição, na qualidade de repórter, apresentador, âncora, comentarista, articulista, culinarista etc., é quase senso comum que o transforma em celebridade, “líder de opinião” e rende mais votos na urna. Entretanto, na prática, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/03/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-53179" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/03/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>(*Diógenes (Didi) Pasqualini)</p>
<p>É comum o pré-candidato dar visibilidade à sua imagem pelos meios de comunicação pensando em futura campanha eleitoral. Ampliar a aparição, na qualidade de repórter, apresentador, âncora, comentarista, articulista, culinarista etc., é quase senso comum que o transforma em celebridade, “líder de opinião” e rende mais votos na urna. Entretanto, na prática, é possível constatar sua baixa eficácia. A estratégia de atuar como “comunicador” por um período é discrepante diante da constatação de que a busca de um “tipo ideal” de pessoa “influente” na sociedade não se constrói pela midiatização do nome e, sim, por diversas características pessoais que não estão ligadas à aparição na TV, rádio, jornal, internet etc. por um período. Ou seja, diferentemente dos profissionais que atuam neste ramo de atividade e que se tornam candidatos fazendo o caminho inverso. O que não quer dizer que a estes a eleição seja mais favorável. Pensando nestas questões, creio que Merton (1970) joga luz a um aspecto importante quando se trata de líderes. Ele percebe duas categorias de pessoas, as influentes &#8220;cosmopolitas&#8221; e as &#8220;locais&#8221;. Imagino que a proposta de se apresentar à sociedade como um líder nascente passa por esta teoria.</p>
<p>A procura por um tipo ideal de candidato tem revelado figuras “fake” nos meios de comunicação e redes sociais. Seja pela busca repentina dos direitos humanos, liberdade, democracia ou ainda de uma “inteligência” moral eleitoral. O ato de imitar leva a pessoa, na maioria das vezes, a incorporar uma pessoa em outra; o resultado nem sempre reproduz o idealizado no “original”. Lotman, em Grigorjeva (1998), discute maravilhosamente esta questão ao observar que a semelhança entre uma pessoa e sua imagem é construída obedecendo a convenções sociais, ou seja, um entendimento ligado a uma determinada cultura, no que diz respeito ao que o meio identifica como agradável e “legal”. Isso se traduz no forte desejo de se tornar uma celebridade. A mídia, de maneira geral, é campo fértil à realização desse desejo.</p>
<p>Existe, porém, uma questão que precisa ser analisada quando buscamos ser alguma coisa em função de outra. Há neste caminho o “efeito colateral”, ou seja, em algum momento o eleitor vai ter de separar o comunicador do político e, na eleição, necessariamente, fazer a troca. Nem sempre é possível ver essa operação realizada com sucesso, pois um valor acaba anulando o outro. Ao comunicador as pesquisas conferem certa credibilidade; ao político, mostram sérias restrições. Esse é o ponto mais contundente dessa discussão, e a hipótese aqui defendida é a de que prestígio e liderança são conquistados quando existe a mediação em rede de alguma coisa ou objeto ligado ao sujeito.</p>
<p>No marketing político, estuda-se com certa profundidade conceitos do marketing pessoal que é pautado por certas “ideias” importantes; e entre elas estão: como dar visibilidade a habilidades, minimizar “defeitos”, carências, desejos, realizar pesquisa de aceitação e reconhecimento. A produção de uma imagem que facilite a aceitação precisa ser vista em aspectos que são contemplados em redes de relacionamento, na comunicação, em ações de amizade, no profissionalismo, na adesão a uma causa, no conhecimento e, acima de tudo, no reconhecimento do outro em si mesmo. Muitas vezes “aparecer” a qualquer preço pode ser a pior estratégia.</p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. E-mail: didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.</p>
<p>Referências</p>
<p>MERTON, Robert K. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1970.</p>
<p>GRIGORJEVA, Jelena. La mímesis según Lotman. Estônia: Universidade de Tartu, 1998.</p>
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		<title>Partidos S/A</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* Diógenes (Didi) Pasqualini Poderia um partido comunicar características semelhantes às de um produto? Uma marca diz muito, carrega significados, valores; desperta adesão, sentimentos. Fontenelle (2002) diz que as marcas trazem a promessa de preencher o vazio. Não à toa o capitalismo moldou a sociedade contemporânea como a sociedade da imagem. O valor da marca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-52313" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>* Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>Poderia um partido comunicar características semelhantes às de um produto? Uma marca diz muito, carrega significados, valores; desperta adesão, sentimentos. Fontenelle (2002) diz que as marcas trazem a promessa de preencher o vazio. Não à toa o capitalismo moldou a sociedade contemporânea como a sociedade da imagem. O valor da marca está na imagem que o consumidor tem de alguma coisa ao assimilar e ligar ao benefício imaginário. A necessidade de se ter marca associada ao produto foi a forma encontrada pelo marketing para diferenciá-la da concorrência. O produto associado à marca só chega à liderança pela inovação e atendimento pleno dos desejos do consumidor. Aqui, entendendo plenitude, em se tratando de marca, como algo transitório.</p>
<p>À medida que os partidos tomam emprestado as ferramentas do marketing – como o conceito de produto, a concepção de venda, as técnicas de posicionamento no mercado, entre outras – o ato de vender um produto político pode também ser concebido, planejado e administrado pela regra empresarial, que busca envolver e despertar no consumidor uma relação ancorada nos signos do consumo e no desejo de possuir algo relacionado à marca.</p>
<p>Os partidos também podem posicionar suas marcas no mercado, buscar a liderança, lançar novos produtos (candidatos), pesquisar viabilidades, fazer parcerias (coligação) e se fundir em megaempresas (fusão partidária). E, da mesma forma como no ramo comercial, lutar para mostrar que o partido “A” é melhor que o “B”, possui melhores características que seu concorrente (adversário), para, assim, despertar a simpatia do eleitor (consumidor). Os candidatos novatos se juntam aos veteranos e  beneficiam-se  do prestígio da marca líder (novos produtos).</p>
<p>Um partido, quando bem posicionado, orientado e com projetos, pode atender de forma diferenciada o eleitor. Desta forma, não é difícil aplicar ao marketing político a maioria das ferramentas do marketing, o que possibilita o casamento do produto político com consumo. Todos os estudos, quando bem fundamentados, mostram que o partido ou candidato que investe no conhecimento do mercado onde vai atuar tem maior chance de se destacar e “vender seu peixe”.</p>
<p>Cabem aqui cinco observações importantes ao se pensar em projeto de marketing político. Primeiro, o eleitor não vota na habilidade das ideias, mas na forma como elas são expressas. Temos visto de forma muito clara que existe sim relação de julgamento do eleitor comum sobre a proposta do partido ou candidato – diferentemente de o senso comum sugerir que ele é manipulado. Segundo, nem sempre belas campanhas produzem vencedores. Terceiro, é preciso tomar muito cuidado com a afirmação “nossa proposta está no caminho certo” ou, ainda, “nosso candidato é o mais bem preparado”. Quarto, não cabe à equipe julgar uma mentira ou verdade repetida pelo adversário, e, sim, perceber como o eleitor está julgando o fato, para, então, decidir o melhor a fazer. E, quinto, a repetição de um único discurso, na maioria das vezes, revela que o candidato ou partido não tem proposta definida.</p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.</p>
<p>Referências:</p>
<p>FONTENELLE, Isleide Arruda. O nome da marca: McDonald’s, fetichismo e cultura descartável. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002.</p>
<p>MARSHMENT, Jennifer Less. The marriage of politics and marketing. Political Studies Association, v. 49. n. 4, Sept. 2001.</p>
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		<title>Política para brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 17:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(*RITA GARCIA) &#8220;Se você não esta confuso, então não está entendendo nada&#8221;. Essa frase li há alguns anos no blog de um grande amigo, o Jim Dodge, que até então eu desconhecia, mas descobri ser um americano bacana. Desde então o que o Jim Dodge disse me despertou para milhões de questionamentos, que eu deixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/rita.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-51781" title="rita" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/02/rita-e1328549374214.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>(*RITA GARCIA)</p>
<p>&#8220;Se você não esta confuso, então não está entendendo nada&#8221;.</p>
<p>Essa frase li há alguns anos no blog de um grande amigo, o Jim Dodge, que até então eu desconhecia, mas descobri ser um americano bacana.</p>
<p>Desde então o que o Jim Dodge disse me despertou para milhões de questionamentos, que eu deixo fluir em minha cabeça, pois sei, segundo ele, que estou no caminho certo. Aqui se encaixa também o famoso dito &#8220;só sei que nada sei&#8221;.</p>
<p>Acontecimentos recentes na política rioclarense me fizeram conhecer um pouco mais sobre política e entender que ela é um jogo. Um jogo digno de filme, sério? Eu fico imaginando roteiros, daqueles bem fodões, com um enredo que te faz quebrar a cabeça, e finais surpreendentes que nos enchem de esperança.</p>
<p>Tava rolando uma Comissão Processante para cassar o prefeito e sua vice por irregularidades, envolvida aí uma licitação para o transporte público. A pataquada deu em nada e o que se viu é que tudo fazia parte do jogo político. Oposição e situação brincando de gato e rato. Gastos absurdos, brigas entre políticos filiados a um mesmo partido e o prefeito, que não é santo, posando de bom moço.</p>
<p>E o povo? Perguntam os desinformados. O povo? O povo não sabe de nada. Ninguém viu e nem ouviu nada. Estão é preocupados com outras coisas, coisas mais importantes. Material escolar para seus filhos, atendimento médico para os pais já idosos, um canto para chamar de seu. Se a coisa apertar é só bater na porta de um político qualquer, que, com certeza, ainda mais em ano de eleição, irá ajudá-lo em troca apenas de seu voto nas urnas.</p>
<p>A política do nosso país é apenas um retrato do que o povo brasileiro é.</p>
<p>　</p>
<p>(*Rita Garcia é jornalista e editora do Lide Brasil)</p>
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		<title>Imagem e sedução</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 12:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[*Diógenes (Didi) Pasqualini O que é importante para se construir uma imagem política? Empatia, carisma, discurso, padrões de beleza? Dominar as ferramentas de comunicação? Escolher a melhor assessoria de comunicação e marketing? Ser rotulado pela “inteligência”, “bom gosto”, “sensibilidade”, &#8220;elegância”? Pelos projetos sociais, lutas em favor dos mais necessitados? Como o eleitor escolhe seu candidato? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-51493" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>O que é importante para se construir uma imagem política? Empatia, carisma, discurso, padrões de beleza? Dominar as ferramentas de comunicação? Escolher a melhor assessoria de comunicação e marketing? Ser rotulado pela “inteligência”, “bom gosto”, “sensibilidade”, &#8220;elegância”? Pelos projetos sociais, lutas em favor dos mais necessitados? Como o eleitor escolhe seu candidato? Existem pesquisadores, professores, autores e “marqueteiros” que defendem esses e outros pontos de vista, desde as teorias mais difíceis de debater e sustentar até as mais lógicas, estáveis e discutidas no meio ambiente. Muitos especialistas ancoram o voto ao relacioná-lo a números, pesquisas, estratégias de guerra, aceitação, rejeição, exclusão e tantas outras, de forma que acabam colocando o marketing político muitas vezes próximo ao céu e, em outras, ao inferno, levando à crença e descrença. É como se a vitória ou derrota estivesse relacionada apenas a um pequeno aspecto que sempre aparece como mais visível. Elegem-se o culpado ou o gênio de marketing.</p>
<p>Já não é de hoje, e esta frase é mais do que clichê, que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Acrescento que se esta imagem estiver na primeira página de um grande jornal, no alto e do lado esquerdo, melhor ainda. É sabido que uma imagem diz muito mais que o verbal pelo seu alto poder de absorção do simbólico. Mas a imagem é composta por uma gama de outras que se fundem e formam aquele instantâneo com o poder de provocar como primeiro efeito a empatia e assim abrir portas para a aceitação de alguém em um grau maior.</p>
<p>É por este motivo que temos, na maioria das vezes, dificuldade em “traduzir” a imagem que nos chega à mente. Precisamos de algumas &#8220;bibliografias” para separar as camadas que vão sendo sobrepostas àquela imagem que se apresenta em “estado bruto”. É como olhar para uma foto panorâmica em uma rua movimentada e começar a observar cada detalhe e pacientemente perceber sua composição, cenário, iluminação, personagens, arquitetura, tempo etc. Por esta característica podemos dizer que a imagem “recorta” o objeto e coloca-o em destaque, “forçando”assim a “escolha” perceptiva mais privilegiada. A sua força tem o poder de roubar-nos as palavras, emocionar, contaminar.</p>
<p>Não podemos ignorar que, cada vez mais, as tecnologias digitais amparam a nossa sociedade da imagem. A chamada “revolução digital” vem imprimindo novos hábitos de consumo da informação e a imagem ocupa espaço privilegiado. Antes, no país, um filme demorava meses para ser assistido; com a tecnologia da imagem digital e a facilidade de distribuição pode ser visto no mundo todo simultaneamente. É a ubiquidade deixando de ser ficção.</p>
<p>O poder político da imagem vem nesta onda e burla “velhas estratégias” que muitos especialistas ainda insistem em manter como padrão. Mesmo porque a linguagem da imagem posta em um habitat é aquilo que o outro pensa, já que ela, em contato com o meio, encontra outros significados e, assim, perdemos muito do que gostaríamos de dar a ela. Ou seja, imagem tem voz própria e, por mais que se tente explicar, a imagem sempre insiste em nos contradizer.</p>
<p>É sempre bom lembrar Jean-Marie Domenach (1955), que nos ajuda a reforçar toda a argumentação aqui exposta. A massificação da imagem ajudou a coroar grandes líderes políticos na história, sejam fascistas, nazistas, ditadores. Foi pela simplificação de seu entendimento em forma de propaganda política que símbolos, marcas, bandeiras, música, uniformes, desfiles constituíram e demonstraram o clima de força valoroso, propício à dominação.</p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. didibr@estadao.com.br. Twitter: http://twitter.com/didibr. Lattes, acesse: http://lattes.cnpq.br/6979019004115699.</p>
<p>Referências:<br />
DOMENACH, Jean-Marie. A propaganda política. Tradução: Ciro T. de Pádua. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1955.<br />
HOW TO CREATE A POLITICAL IMAGE. Disponível em: http://www.ehow.com/how_2276399_create-political-image.html#ixzz1fBw0r5FB. Acesso em:<br />
DELUCA, Kevin Michael. Image Politics: The New Rhetoric of Environmental Activism. New York: The Guilfor Press, 1999.</p>
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		<title>Nascimento não foi ao Canadá</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 18:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[*RITA GARCIA As redes sociais me assustam. É um fenômeno ou contemporaneidade? A Luiza foi só mais um dos fenômenos da era em que vivemos. Expor a vida particular na web já não é mais tendência, faz parte da cultura popular, por isso qual o problema da Luiza, que estava no Canadá, ter virado celebridade? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/ritalide.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-51259" title="ritalide" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/ritalide.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>*RITA GARCIA</p>
<p>As redes sociais me assustam. É um fenômeno ou contemporaneidade? A Luiza foi só mais um dos fenômenos da era em que vivemos. Expor a vida particular na web já não é mais tendência, faz parte da cultura popular, por isso qual o problema da Luiza, que estava no Canadá, ter virado celebridade?</p>
<p>Em minha opinião, o Carlos Nascimento perdeu a oportunidade de ficar quieto. Se para ele há exagero ao se comentar sobre a Luiza, que já virou bordão, por que mencionar o assunto? O mesmo acontece com o reality de três consoantes, ora gente, bem diz o velho clichê: fale bem, fale mal, mas fale de mim.</p>
<p>O Nascimento disse que todos os nossos problemas estão resolvidos ou então nos tornamos estúpidos. Caro colega de profissão, somos o país do carnaval. Somos um país que gosta de escutar músicas do tipo “ai se eu te pego, ai, ai”. Somos um país de políticos corruptos que nos compram com qualquer pão e circo. Um comentário desses à frente de um telejornal é pedir para escutar na rua “ai se eu te pego” com um sentido totalmente diferente do cantado por Michel Teló.</p>
<p>A crítica de Nascimento tem sentido e fundamento, mas não da forma como foi colocada. O povo carece de educação e informação para poder cobrar soluções para os problemas que assolam o país. Sabemos que dos políticos não podemos esperar mais do que promessas falsas, que se renovam a cada ano eleitoral e morrem logo após a cerimônia de posse.</p>
<p>Não podemos culpar a Luiza por tamanha falta de senso crítico. O que nós precisamos, como comunicadores, é mudar a forma com a qual levamos conhecimento ao povo. Talvez elaborar matérias sobre cultura, esporte, educação etc. que não dêem apenas o arroz com feijão. A crítica do Nascimento foi feita na bancada de um telejornal que destaca notícias de morte, acidentes e roubos e apenas relata atos oficiais, nada além disso.</p>
<p>Depois do telejornal, Nascimento chama o Programa do Ratinho, que ficou famoso no final da década de 90 por levar ao ar brigas por relações extraconjugais e pessoas com deficiências físicas. Desconheço o conteúdo atual, mas duvido que tenha mudado alguma coisa, pois me lembro de um dia ter visto a argentina que ficou famosa na Copa do Mundo por guardar o celular nos seios.</p>
<p>A verdade é que criticar é muito melhor que tentar realmente fazer a diferença. Feliz está a Luiza, que agarrou a fama instantânea e que com certeza nos próximos meses vai estar com todos os seus problemas resolvidos, provavelmente de “apê” novo e grana suficiente para visitar o Canadá e diversos países.</p>
<p>(*Rita Garcia é jornalista)</p>
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		<title>A odisseia para o além do humano</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:34:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[J.R. Sant´Ana Como epílogo das vertigens da década de 1960, 2001 – Uma odisseia no espaço preconizou o novo nascimento do humano. Não foi um simples filme, mas oráculo da alucinação digital que abduziria a civilização dali pra frente. Com um leve riso de alheamento nos olhos, as pessoas deixaram as salas de exibição sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/odisseia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50846" title="odisseia" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/odisseia-e1325082928351.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>J.R. Sant´Ana</p>
<p>Como epílogo das vertigens da década de 1960, <strong>2001 – Uma odisseia no espaço </strong>preconizou o novo nascimento do humano. Não foi um simples filme, mas oráculo da alucinação digital que abduziria a civilização dali pra frente.</p>
<p>Com um leve riso de alheamento nos olhos, as pessoas deixaram as salas de exibição sob os acordes monumentais de <strong>Assim falou Zaratustra</strong> e com as retinas ofuscadas pela imagem de um gigantesco embrião humano que na tela mantinha os olhos abertos.  Ao fundo, o cosmos, solene, impositivo, desafiador, imensurável. Qual seria o significado daquilo?</p>
<p>Para uma civilização que transformou seus filósofos em servidores do CNPJ, a perplexidade do público ainda se justifica. Faltou Stanley Kubrick escrever pedagogicamente na tela “Quando o ser humano vencer a tecnologia que ele criou e o faz prisioneiro, nascerá então o além do humano”.</p>
<p>Com o corte mais famoso da história do cinema, em que um osso feito arma e manuseado por um macaco eleva-se à condição de nave espacial, num resumo histórico de milhões de anos, <strong>2001</strong> narra a odisséia da criação humana. Feito à imagem do homem, o computador domina a cultura  durante todo o filme. No final, o humano vence a arma que criou. É a redenção, movida pela vontade de viver.</p>
<p> Vencida a máquina, no filme, tudo o que sugere a antiga realidade transmuta-se para o incompreensível. Tem-se a travessia. A superação do si mesmo remete ao inimaginável. É o além do homem imerso em plenitude. O espírito de rebanho sintetizado pelo computador acaba pulverizado em galáxias. Todos os limites esgotam-se no fim.  Resta o aqui e agora.</p>
<p><strong>2001</strong> é uma obra de Arthur Clarke adaptada ao cinema por Stanley Kubrick. Na tela, o diretor sugere referências a Nietzsche. É o que se pode deduzir por haver composto a música tema do filme, <strong>Assim Falou Zaratustra</strong>, título da intransponível e tão famosa obra prima em livro do filósofo alemão.</p>
<p>A associação entre as criações do escritor, do cineasta e do filósofo pode ser interpretada em pontos básicos. Nietzsche usou do martelo filosófico para desconstruir valores culturais que o ser humano criou e deles se viu prisioneiro. Sua proposta, sem detalhes, é a conquista da condição do além do humano. Fato a se verificar tão somente quando o criador superar a criatura, esta que, por amortecer a vontade de viver, transforma a humanidade em rebanho submisso a um poder caduco e externo.</p>
<p>Muito disso está no filme de Kubrick. A referência ao além do homem ali estaria lembrada principalmente pela música, uma remissão à figura do eremita Zaratustra, tão solitário e distante do mundo vulgar quanto o astronauta do filme.</p>
<p>O que muito impressiona na obra de Kubrick é que à época não havia computadores à disposição do mercado nem recursos de efeitos especiais para o cinema. Não obstante, a ficção apresentada traduz o que hoje é tão comum. No eixo da trama está Hall, o computador que enlouquece e domina o astronauta até ser vencido por ele. Logo após a vitória humana, perde-se o sentido linear da história. É o clímax.</p>
<p>O oráculo de <strong>2001</strong> está em vigor. Impensável é o mundo atual sem o computador. Sua desativação implicaria na completa inviabilização da vida no planeta. Basta lembrar-se do sistema financeiro. A cada minuto a situação de dependência aumenta. Até onde isso chegará? Eis a questão. A mídia digital, a título de dispositivo a favor da civilização, faz da humanidade um rebanho global. Urge um martelo?</p>
<p>Para o embate final prenunciado cabe exercitar-se e preparar-se para o desconhecido. Cabe fortalecer a musculatura da vontade de existência dispensando amortecedores para o medo da vida e da morte; cabe respirar o ar rarefeito das montanhas sem balão de oxigênio; responder com disposição à vertigem de quem caminha diante do abismo.</p>
<p>Até se ver, talvez, que o computador não seja propriamente o problema, mas apenas uma projeção de seu indecifrável criador. Que o humano é, de fato, o enigma a ser superado por si mesmo, luta na qual nenhuma ferramenta poderá ser útil, nem um computador.</p>
<p>Feliz ano novo, não há como ser diferente. Navegar é preciso. Viver também é preciso.</p>
<p><strong>PS </strong>- Clássica por Homero, <strong>odisseia</strong> refere-se à lendária viagem que Odisseu, ou Ulysses, empreendeu por quase vinte anos até conseguir voltar para o lugar de onde partiu. É o retorno à origem.</p>
<p><strong>Dezembro, 2011</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>(</strong>J.R. Sant´Ana é jornalista)</p>
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		<title>A espera por um nome</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 13:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[*Diógenes (Didi) Pasqualini O partido que tiver em seu quadro um nome de consenso para concorrer à eleição no próximo ano pode ser comparado a um grupo empresarial herdeiro de uma marca conhecida e com poder de venda no mercado, pela fama adquirida e a imagem positiva que o consumidor tem do produto. Os partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/dids_nova_bigger.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50791" title="dids_nova_bigger" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/dids_nova_bigger.jpg" alt="" width="146" height="146" /></a></p>
<p>*Diógenes (Didi) Pasqualini</p>
<p>O partido que tiver em seu quadro um nome de consenso para concorrer à eleição no próximo ano pode ser comparado a um grupo empresarial herdeiro de uma marca conhecida e com poder de venda no mercado, pela fama adquirida e a imagem positiva que o consumidor tem do produto. Os partidos políticos, de maneira geral, vivem uma crise de propostas, e isso se reflete na formação de novas lideranças. Em parte, podemos observar que esse fenômeno ocorre pelo esgotamento de temas como saúde, educação, habitação, entre outros. O que era bandeira dos chamados partidos de esquerda – priorizar as políticas sociais – passou a ser também dos de centro e direita e mote de boa parte dos candidatos que tentam viabilizar seus nomes na eleição. Os temas sociais citados acima eram patrimônio, como bem notou Gutiérrez (2010), da esquerda e passaram a ser partilhados com todos.</p>
<p>Depois de décadas de discussão, o que era considerado utopia, ilusão, fantasia etc. passou a ter contornos mais reais. É inegável que as lutas empunhadas pela “esquerda” no passado estão sendo “capitalizadas” hoje. Afinal, há 30 anos, falar de reforma agrária, por exemplo, era tão utópico como a proposta de libertar os escravos no século XV. A transformação dessas utopias não deixa de ser uma “valentia política” observada por Gutiérrez, quando afirma que o não atendimento ao rico em função do pobre, em um primeiro momento, implica ser “impopular”, principalmente quando se apresentam novos projetos. Antes, distribuir terra era um ato condenado pelas “elites”; hoje, nem tanto. Talvez o exemplo mais recente seja a distribuição de recursos aos mais pobres, que recebe crítica por produzir “desocupados”. Essa “valentia”, apesar dos riscos, agrega ao proponente um “capital” de marketing muito positivo. Mas isso não acontece do dia para a noite, precisa de tempo para se estabilizar no ambiente.</p>
<p>A padronização dos discursos força o investimento cada vez maior nas estratégias de comunicação e marketing. Afinal, a maioria dos eleitores enxerga que todos falam praticamente a mesma “coisa”, e um dos motivos para isso é que a propaganda ajuda a produzir a artificialidade do novo. Talvez seja em função disso que o eleitor comum não consiga ver a diferença entre partidos, bandeiras, ideologias, crenças etc. “Tudo é marketing, tudo são estratégias”, seja quando Lula aparece sem cabelo no jornal ou quando uma bolinha de papel cai na cabeça de Serra.</p>
<p>São em formatos, apresentação, propostas etc. da maioria dos partidos que podemos perceber a personificação da homogeneização dos discursos. Se antes tínhamos diferentes correntes ideológicas, hoje o eleitor não consegue vislumbrar diferenças de postura. E isso não é positivo, pois todos os partidos são rotulados como se tivessem o mesmo conteúdo programático. Assim, percebe-se que fica na sociedade a sensação de ultrapassado, pesado, ineficiente, sem função de existir. Na realidade as utopias agregam as pessoas e ideais e não devem ficar esquecidas. Creio que o eleitor espera pelos corajosos que possam dizer mais daquilo que pensam, que possam falar daquilo que poucos ainda imaginaram. É desta forma que os líderes são forjados, os demais só “vão na onda”.</p>
<p>Referências:</p>
<p>Gutiérrez-R. A. Filopolítica: filosofía para la política. Publicado en la Revista de la Fundación Rafael Campalans, 2010.</p>
<p>(*Diógenes (Didi) Pasqualini é Jornalista, Especialista em Marketing Político e Propaganda Eleitoral e Doutorando em Comunicação e Semiótica. <a href="mailto:didibr@estadao.com.br">didibr@estadao.com.br</a>. Twitter: <a href="http://twitter.com/didibr">http://twitter.com/didibr</a>. Lattes, acesse: <a href="http://lattes.cnpq.br/6979019004115699">http://lattes.cnpq.br/6979019004115699</a>.)</p>
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		<title>Dessemelhanças entre homens e mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 13:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[(*Rita Garcia) Homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Este é o título de um best seller que, confesso, nunca li e nunca quis ler. Na verdade, não sou muito fã deste tipo de livro, mas recentemente comprei um escrito pelo australiano Steve Biddulph &#8211; Criando Meninos &#8211; com o objetivo de compreender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/rita.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-50581" title="rita" src="http://lidebrasil.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/rita-e1324214758706.jpg" alt="" width="150" height="207" /></a></p>
<p>(*Rita Garcia)</p>
<p>Homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Este é o título de um best seller que, confesso, nunca li e nunca quis ler. Na verdade, não sou muito fã deste tipo de livro, mas recentemente comprei um escrito pelo australiano Steve Biddulph &#8211; Criando Meninos &#8211; com o objetivo de compreender melhor meu filho, que está crescendo e deixando definitivamente de ser o meu bebê.<br />
O livro é uma delícia. Mais do que entender meu filho pude entender melhor as diferenças entre homens e mulheres e levar isso para minhas relações em geral. O grande responsável pelas diferenças existentes entre homens e mulheres é o hormônio testosterona.<br />
Também produzida no organismo feminino, porém em quantidade muito menor, a testosterona é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas. No livro, Biddulph explica que a testosterona é que provoca estirões de crescimento e a competitividade entre os meninos. Isto lhe parece familiar? Meu filho anda competindo até na hora de escovar os dentes. “Eu vou ganhar”, ele diz.<br />
Nesta semana, o suplemento Equilíbrio da Folha de São Paulo, na reportagem “Papo de Casal”, em que destaca as diferenças entre homens e mulheres e os motivos de tanta dor de cabeça devido à falta de entendimento entre ambos. Ora, se somos diferentes, o primeiro passo para uma relação harmoniosa e feliz é saber que não falamos a mesma língua.<br />
“O problema não é homens e mulheres falarem línguas diferentes, e sim acharem que estão falando a mesma língua”. A afirmação foi feita pela terapeuta familiar entrevistada pela Folha. Mulheres, isso não explica muito?<br />
A matéria diz ainda que as mulheres utilizam dois hemisférios do cérebro enquanto eles utilizam apenas um. Biddulph também fala sobre isso em seu livro, daí a diferença na infância em que as meninas se desenvolvem mais cedo. Por outro lado, os meninos desenvolvem melhor atividades no hemisfério direito, o que os torna mais aptos a lidar com matemática, por exemplo.<br />
Tanto a matéria “Papo de Casal” quanto o escritor australiano explica que essa falta de conectividade com o outro hemisfério no cérebro masculino os deixa mais introspectivos. Portanto, discutir o relacionamento é mesmo uma tortura para os homens.<br />
Estas informações me fizeram refletir muito sobre todas as vezes em que entrei numa briga e discuti comigo mesma, pois o sexo masculino era incapaz de falar. O silêncio sempre permanecia. A gente termina a briga achando que o problema está com a gente, mas não meninas, o problema é nos genes mesmo. Nos genes masculinos.<br />
Recomendo a leitura do Livro “Criando Meninos” para quem é mãe. E a leitura da matéria da Folha, para todas as que se identificaram com situações citadas aqui. Clica aqui pra se deliciar: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude</p>
<p>(Rita Garcia é jornalista diplomada e editora do Lide Brasil)</p>
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